Greve geral: CGTP e UGT juntas em plenários na Autoeuropa

Greve geral: CGTP e UGT juntas em plenários na Autoeuropa

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Os secretários-gerais das centrais sindicais CGTP e UGT vão marcar presença nos plenários de trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa sobre as alterações à legislação laboral, marcados para os dias 2 e 3 de Dezembro, foi anunciado nesta quarta-feira, 26 de Novembro.Segundo um comunicado da coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial da Autoeuropa, os secretários-gerais da CGTP, Tiago Oliveira, e da UGT, Mário Mourão, “decidiram aceitar a proposta e o convite da comissão coordenadora das comissões de trabalhadores para estarem presentes nesta iniciativa”.“Perante o ataque a todos os trabalhadores com a proposta de alterações ao código de trabalho levada a cabo pelo Governo, não podem os trabalhadores deste complexo industrial estar indiferentes”, lê-se no comunicado.“O momento e a ofensiva do Governo justificam esta união e a decisão em unirmos esforços dos trabalhadores deste parque industrial para combater este pacote laboral”, defende a Coordenadora das Comissões de Trabalhadores, que apela a uma “forte resposta” dos trabalhadores na greve geral de 11 de Dezembro.Na semana passada, a Comissão de Trabalhadores (CT) da fábrica da Volkswagen/Autoeuropa, principal empresa do parque industrial em Palmela, no distrito de Setúbal, também se solidarizou com a greve geral contra o pacote laboral proposto pelo Governo, que considerou ser “um ataque aos direitos dos trabalhadores”.Para a CT da Autoeuropa, a greve geral “é uma resposta necessária e justa ao pacote laboral que o Governo quer impor, e que representa um ataque frontal aos direitos conquistados durante décadas”. No comunicado, a CT da Autoeuropa alertava também para alguns aspectos negativos das alterações propostas pelo Governo no novo pacote laboral, designadamente a facilitação dos despedimentos, aumento da precariedade, aumento da desregulação dos horários e maior exploração do trabalho por turnos e fins-de-semana.O alargamento dos serviços mínimos, esvaziando o direito à greve, a possibilidade de “compra” de férias, redução de direitos parentais e a facilitação do recurso das empresas ao outsourcing são outros aspectos da proposta do Governo de alteração das leis laborais que a CT da Autoeuropa considera serem um ataque aos direitos dos trabalhadores.A CGTP e a UGT anunciaram uma greve geral para 11 de Dezembro contra a proposta do Governo de revisão da lei laboral, naquela que será a primeira paralisação conjunta desde Junho de 2013, quando Portugal estava sob intervenção da troika.

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