De acordo com o anúncio, foi feita a abertura do procedimento de classificação de âmbito nacional da Igreja de Santa Isabel, incluindo o adro, as dependências anexas e o património móvel integrado.
Sob despacho do presidente do Património Cultural, João Soalheiro, os elementos relevantes do processo (fundamentação, despacho e planta com a delimitação dos imóveis em vias de classificação e da respetiva zona geral de proteção) estão disponíveis nos ‘sites’ da Câmara Municipal de Lisboa, do Património Cultural e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo (LVT).
Segundo o ‘site’ da Junta de Freguesia de Campo de Ourique, a Igreja de Santa Isabel foi construída no século XVIII, para responder ao aumento de população naquela zona da cidade.
“A sede da paróquia era a ermida de Santo Ambrósio que, em 1755, apesar do terramoto, sofreu poucos danos. No entanto, dado o crescimento populacional, tornara-se pequena demais para albergar todos os fiéis”, tendo sido demolida e iniciadas obras da construção da Igreja de Santa Isabel.
“A data em que a igreja ficou pronta não é certa, o que se sabe é que 16 anos depois de lançada a primeira pedra, havia apenas as paredes exteriores. O atraso na construção da Igreja de Santa Isabel é atribuído, principalmente, à concorrência de outras grandes obras para as quais o dinheiro não chegaria e, numa fase posterior, ao esforço de reconstrução de Lisboa após o Terramoto de 1755”, lê-se na nota dedicada à igreja.
Já segundo o ‘site’ do Governo relativo aos Monumentos, trata-se de uma “igreja paroquial, rococó, pombalina, neoclássica”, que apresenta uma “planta longitudinal, de nave única e capela-mor abobodadas com muros laterais e de topo definidos por dois registos – piso térreo rasgado por arcaria de volta perfeita a inscrever retábulos em talha dourada que integram pintura sobre tela e nível superior marcado pela abertura de janelas iluminantes”.
Possui ainda um retábulo-mor em talha dourada com colunas de fuste canelado, vazado ao centro por camarim a albergar trono.
Trata-se de uma “igreja de grandes dimensões, tendo em conta a data da sua edificação, que, apesar de apresentar afinidades com outras igrejas paroquiais mais ou menos coevas (como as da reconstrução pombalina), designadamente a nível das opções planimétricas, constitui-se como objeto excecional precisamente pelas dimensões que possui”.
Foi hoje também publicado um diploma relativo à classificação como monumento de interesse público (MIP) do Edifício da Avenida da República, 71-73, na freguesia das Avenidas Novas, concelho e distrito de Lisboa.
O edifício, apresentando um estilo Art Déco “com um cuidado programa decorativo distribuído por inúmeros pormenores de ornamentação nas janelas, varandas e em torno da porta principal”, de acordo com o ‘blog’ Lisboa de Antigamente, foi projetado pelo arquiteto Norte Júnior, em 1933, galardoado com vários prémios Valmor.
O projeto está agora em consulta pública durante 30 dias úteis, sendo que as observações dos interessados deverão ser apresentadas junto da Unidade de Cultura da CCDR de LVT, IP, que se pronunciará no prazo de 15 dias úteis.
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