Maior protagonismo na paz e segurança

Maior protagonismo na paz e segurança

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TEXTO DE GENÉZIA GERMANO

Num país onde a paz continua a ser um processo em construção, marcado por tensões sociais, violência armada e desigualdades persistentes, cresce a percepção de que a segurança não pode ser pensada sem a inclusão efectiva das mulheres.

Em Moçambique, sobretudo nas zonas afectadas por conflitos e instabilidade, são elas que vivem, de forma directa, as consequências da insegurança, muitas vezes longe dos espaços onde se tomam decisões.

Foi neste contexto que, em Maputo, especialistas, activistas e representantes da sociedade civil se reuniram para debater a agenda “Mulher, Paz e Segurança”, num encontro marcado por críticas, reflexões e propostas concretas. Ao longo da mesa-redonda, o tom foi claro: persistem falhas estruturais na forma como o país integra a perspectiva de género nas políticas de defesa e segurança. As intervenientes alertaram que, apesar de avanços pontuais, a participação feminina continua limitada, o que compromete os esforços de construção de uma paz duradoura e inclusiva.

A pesquisadora Tassiana Tomé, da Mukadzi – Colaboratório Feminista, traçou um retrato preocupante da posição de Moçambique no panorama internacional. Segundo explicou, o país ocupa um lugar desfavorável nos indicadores da agenda Mulheres, Paz e Segurança, o que evidencia a necessidade de mudanças mais profundas. Para a investigadora, um dos principais desafios está na forma como a segurança é concebida.

Defendeu que a abordagem dominante, centrada na dimensão militar, não responde às realidades vividas pelas mulheres no dia-a-dia. Segundo explicou, as violências vão desde o extremismo violento no Norte do país até à violência doméstica e aos feminicídios, fenómenos que exigem respostas articuladas e sensíveis ao contexto social.

VITIMIZAÇÃO

A directora-executiva do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Fidélia Chemane, reforçou que a forma como as mulheres são enquadradas nesta agenda continua a ser um obstáculo. Para a responsável, prevalece uma visão que limita o seu papel à condição de vítimas. Leia mais…

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