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defende deputada Catarina Dimande António
TEXTO DE CUSTÓDIO MUGABE
A deputada Catarina Dimande António partilha com o domingo vivências políticas e familiares por ocasião do 7 de Abril, numa conversa em que ressalta um crescimento da qualidade feminina na Assembleia da República (AR), onde cumpre o segundo mandato, dirigindo a Comissão de Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades.
Desde tenra idade que respira política, não fosse ela filha de um antigo membro do Comité Central da Frelimo Mário António Dimande, falecido em 1997. Por isso, anota que “falar da minha trajectória política é o mesmo que partilhar a minha vida desde a tenra idade.
Pois quando infante filiei-me à Organização Continuadores de Moçambique, na juventude tornei-me membro da Organização da Juventude Moçambicana e na fase adulta foi natural o meu ingresso na Organização da Mulher Moçambicana. Enquanto membro dessas organizações, sempre fiz parte de grupos de trabalho. Tenho tido o privilégio de, por vezes, ser indicada e/ou eleita para alguns órgãos de decisão a nível da cidade de Maputo e Central, tanto é que faço parte do órgão mais alto da Frelimo, que é o Comité Central desde o 10.º Congresso em 2012”. De resto, o início de tudo foi indiciário do que viria mais tarde. “Devo dizer que nasci de dois políticos. A minha mãe na política passiva e o meu saudoso pai era político activo, pois era membro do Comité Central até o seu desaparecimento físico em 1997”.
No seu percurso profissional, de 2015-2019, foi conselheira do Presidente da República para a Coordenação Interinstitucional, tendo antes trabalhado na Embaixada da África do Sul em Moçambique e no Consulado da Tailândia.
OS CHAPÉUS DA MULHER
No Parlamento, a Comissão das Relações Internacionais, Cooperação e Comunidades é a que auxilia a presidência da Casa do Povo em matéria de Relações Exteriores.
“Dentre interacção com representantes de outros países ou organismos internacionais, fazemos o possível para auscultar as comunidades moçambicanas na diáspora. Nessas conversações colhemos máteria a ser passada para o Executivo com vista a solucionar. Quando, por exemplo, ficamos a saber que há brigadas móveis do Ministério do Interior que passam por países que fazem parte do leque dos que passamos para facilitar a constante problemática de documentação pessoal, já nos satisfaz, é um resultados”. A qualidade da produção parlamentar foi um dos temas abordados com a nossa entrevistada, que se manifestou encorajada pelos progressos em curso.Leia mais…
