DOMINGO DA PÁSCOA: Religiosos apelam à paz e reconciliação genuínas

DOMINGO DA PÁSCOA: Religiosos apelam à paz e reconciliação genuínas

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Líderes religiosos consideram que a Páscoa, que se celebra hoje, deve ser usada para fortalecer a paz, amor e a reconciliação genuína entre os cidadãos de várias crenças, raças, profissões, sobretudo num momento em que o país se ressente dos efeitos das cheias e inundações e do terrorismo, em alguns distritos da província de Cabo Delgado.

Entrevistados pelo domingo, os líderes religiosos também apelam à solidariedade, para com os necessitados, e fazem votos de esperança de dias melhores, tendo em conta que a ressurreição de Cristo é, por si, um acto de renovação de um novo amanhecer.

O Arcebispo de Maputo, Dom João Carlos, disse que celebrar a Páscoa, mistério central da fé dos cristãos, recorda que Deus faz sempre passar da morte à vida, da escuridão à luz, do desespero à esperança. Pelo que, “a Páscoa é, antes de tudo, a passagem que Cristo realizou e que cada um de nós é chamado a viver”.

Prosseguiu explicando que, actualmente, também a sociedade atravessa momentos que se assemelham à cruz: situações de sofrimento, de incerteza e de morte. “Vivemos uma crise de valores, onde o bem e o mal parecem confundir-se; enfrentamos desigualdades que ferem a dignidade humana; vemos tantos jovens sem oportunidades e sem horizonte; sentimos a fragilidade da coesão social e a perda de confiança nas instituições; experimentamos ainda os efeitos de conflitos que ameaçam a unidade nacional”.

Segundo disse, estas realidades são: “a nossa Sexta-feira Santa”. Entretanto, “a fé pascal ensinanos que a cruz não é o fim”. Aliás, sublinhou que a Páscoa acontece quando se ousa fazer a passagem: transformando a indiferença em solidariedade, a corrupção em integridade, exclusão em inclusão, o medo em esperança.

Frisou que, neste tempo santo, deseja que todos — como igreja, como sociedade e como nação — sejam capazes de fazer esta passagem interior e comunitária, tornando-se sinal de vida nova no lugar onde estejam: família, trabalho, comunidade ou na vida pública.

Por sua vez, Rodrigues Dambo, presidente do Conselho Cristão de Moçambique (CCM), destacou que, através do diálogo, reconhecimento e respeito pela vida, os cristãos devem usar este tempo litúrgico para promover a paz, tendo em conta as diferenças do género, ideológicas e religiosas. “Quando falamos, por exemplo, da guerra, pobreza, uma das coisas que se manifesta nestas coisas é a falta de amor. Então é o momento de olharmos para os outros e sermos solidários, amorosos tal como Cristo nos amou e aceitou morrer na cruz para nos salvar”. Leia mais…

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