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Texto de Isabel Jeremias
O Secretário de Estado na província de Manica, Lourenço Lindonde, reconheceu a existência de limitações no sector da saúde, com destaque para a insuficiência de fundos destinados ao pagamento de horas extras aos médicos, falta de materiais médicos cirúrgicos e o défice de profissionais para responder à procura da população.
O pronunciamento foi feito durante a saudação aos médicos, por ocasião do Dia do Médico, a ser celebrado amanhã, 28 de Março, evento no qual Lindonde admitiu que os constrangimentos económicos e institucionais condicionam o funcionamento regular dos serviços de saúde na província.
Os dados apresentados no encontro indicam que Manica conta actualmente com 219 médicos para uma população estimada em cerca de 2.496.000 habitantes, o que corresponde a um rácio aproximado de um médico para mais de 11 mil habitantes, número que evidencia a pressão sobre os profissionais e limita a cobertura assistencial.
Adiante, Lindonde afirmou que o Governo tem consciência das dificuldades relacionadas com o pagamento do trabalho extraordinário e assegurou que decorrem esforços para encontrar soluções administrativas e financeiras que permitam regularizar a situação.
O governante sublinhou que, apesar do cenário desafiante, o Executivo mantém como prioridade o reforço do Sistema Nacional de Saúde, através da formação, contratação e integração progressiva de novos médicos, bem como da melhoria das condições de trabalho.
Na sua intervenção, destacou ainda o papel dos médicos no desenvolvimento social e no bem-estar das comunidades, enaltecendo o espírito de missão, a competência técnica e o compromisso ético que caracteriza a classe.
