Vítimas não abandonam centros para comer sem pagar

Vítimas não abandonam centros para comer sem pagar

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TEXTO DE REGINA NAETE

Em Maputo há vítimas das cheias que se recusam a abandonar centros de acolhimento para continuar a comer e beber sem pagar. A denúncia é de Helena Naene, representante da zona de 3 de Fevereiro, bairro de Laulane, na cidade de Maputo, que explicou ao domingo que 58 residências dos quarteirões mais próximos do centro foram afectadas, das quais 39 em situação crítica. Actualmente, o centro acolhe 141 pessoas, sendo 38 homens, 56 mulheres e 47 crianças.

A representante afirmou que pretende desactivar o centro de acolhimento nos próximos dias, isso porque parte dos acolhidos vive em situações de demasiado comodismo e recusa-se a regressar às suas casas, mesmo já havendo condições de habitação. “Já fomos fazer limpezas nas casas, para que voltem, mas quando as pessoas já estão habituadas a acordar e apanhar refeições prontas, ficam acomodadas, e argumentam que ainda vai chover e não podem sair daqui, mas, infelizmente, devem voltar para as suas residências”, disse.

A responsável acrescentou que parte das famílias acusa a sua equipa de furto das doações. “Dizem que ainda tem muita comida, então não podem ir sem que acabe. Outros só aparecem na hora das refeições, nem entendemos onde ficam, alegam estar a sair para trabalhar, porém, quando já é hora de comer, aparecem em massa”.

Naene disse ainda que está a organizar “kits de regresso”, para que as famílias não voltem nas mesmas condições. “Pedi ‘kits’ ao Instituto Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres, como esteiras, cobertores e mantimentos básicos, porque são famílias que perderam tudo, e entendemos que esse medo de voltar pode ser por causa das condições, uma vez que já não têm nada, mas precisam regressar”, sublinhou.

VIVER EM FAMÍLIA

O Centro 3 de Fevereiro está instalado num salão de eventos, cedido pelo proprietário para acolher as vítimas das cheias. Águida Chichava, de 48 anos, mãe de três filhos e residente no bairro Laulane, quarteirão 46, partilhou com `a nossa Reportagem que a estada no local é agradável, no entanto, tudo complica- -se na hora de dormir, dado ao número de pessoas que lá se encontram. “Vivemos bem, tornamo-nos numa família e somos unidos, mas é um pouco complicado na hora de dormir, porque trata-se de uma única sala para muitas pessoas”, relatou a fonte.

Explicou também que não paralisou suas actividades laborais. “Nada mudou. A diferença é que não estou na minha casa, mas sempre vou trabalhar. Acordo cedo, organizo as minhas coisas e saio para trabalhar, essa tem sido a minha rotina”, disse. Para ela, regressar à sua casa não seria uma péssima ideia, uma vez que se tem deslocado para fazer limpeza e garantir que esteja minimamente em condições para que volte nos próximos dias. Leia mais…

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