Comissão eleitoral da CMM suspende eleições ilegalmente

Comissão eleitoral da CMM suspende eleições ilegalmente

Está instalado um braço de ferro no processo eleitoral da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM). Há escassos quatro dias (22 de Dezembro) para a realização das eleições, a Comissão Eleitoral (CE), indicada para conduzir o processo, é acusada de prática de actos ilegais, visando suspender o pleito eleitoral.

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A Comissão Eleitoral reuniu e deliberado pela suspensão das eleições da CCM, tendo solicitado aos mandatários da lista de Fileu Pave, para se aproximarem junto do órgão de modo que sejam notificado presencialmente.

No entanto, o artigo 9 do regulamento eleitoral da CMM estabelece que cabe a Assembleia Geral convocar e cancelar as eleições e não a Comissão Eleitoral. Ou seja, o acto praticado pela Comissão eleitoral é ilegal à luz do regulamento visto como uma clara usurpação de funções da Assembleia Geral.

Fileu Pave encabeça a candidatura única à presidência do CMM, após a invalidação da candidatura de Lucas Chachine pelo Tribunal Judicial da Cidade de Maputo. A deliberação do TJCM, em resposta a uma providência a cautelar, deu como provadas as irregularidades nos votos por correspondência emitidos a favor da lista Chachine.    

Ao SAVANA os mandatários de Fileu Pave, explicaram que a Comissão Eleitoral não tem competências para suspender um pleito eleitoral, sublinhando que esse direito está reservado a Assembleia Geral que, havendo matéria, deveria convocar os membros para apreciação e deliberação.

Deste modo consideram que a deliberação do CE é ilegal e uma clara tentativa de favorecer Lucas Chachine para que volte a concorrer ou que o seu grupo indique um outro candidato.

Chachine é actualmente Presidente da Mesa de Assembleia geral do CMM e está legalmente impedido pelo Tribunal de praticar qualquer acto relativo às eleições, pelo que há um sentimento de que está usar a Comissão Eleitoral para lograr seus interesses.

Os mandatários de Fileu Pave e Dixon Chong apontam que após a recepção de referida notificação, na manhã desta sexta-feira, vão submeter uma providencia cautelar ao TJCM visando revogar a referida deliberação da Comissão eleitoral. No mesmo acto, vão solicitar ao Tribunal a substituição da Comissão eleitoral por não reunir condições morais para continuar a dirigir o processo, devido a tentativas de usurpação de funções da Mesa da Assembleia geral, bem como por alegados conflitos interesses.

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