AFIRMA O FAMOD: “Ensino no país não é inclusivo”

AFIRMA O FAMOD: “Ensino no país não é inclusivo”

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TEXTO DE MICAELA MEQUE

A três dias das comemorações do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, que se assinala a 3 de Dezembro, o presidente do Fórum das Associações Moçambicanas de Pessoas com Deficiência (FAMOD), Zeca Chaúque, referiu que o maior desafio deste grupo continua a ser o atendimento nas unidades sanitárias e a falta de medicamentos.

O problema, conforme refere, agrava-se “pela falta de recursos financeiros e as limitações físicas que dificultam a deslocação, um problema que contribui para o agravamento de doenças crónicas e redução significativa da qualidade de vida”. Outro obstáculo é a distância entre as comunidades e os serviços de saúde. “Muitos de nós precisamos de fisioterapia ou consultas regulares de especialidade,mas esses serviços não existem nos postos de saúde mais próximos, sobretudo nas zonas rurais”.

No que toca ao acesso à educação, o presidente da FAMOD observa que, teoricamente, se fala da existência “de um sistema de ensino inclusivo”. Mas “a realidade mostra o contrário. No ensino superior, por exemplo, é quase impossível que um estudante com deficiência escolha livremente o curso que deseja. Muitos são empurrados para áreas com pouca procura no mercado, porque as faculdades não têm condições de acessibilidade física, pedagógica ou comunicacional. Esta falta de inclusão leva muitos estudantes a desistirem”. Leia mais…

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