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Às crianças moçambicanas, para que questionem sempre!
TEXTO DE SARA JONA LAISSE
“O Peixe grande” é um livro da autoria do escritor m o ç a m b i c a n o Léo Cote, com ilustrações dos artistas plásticos Djive e do Luís Cardoso. Esta obra convida- -nos a manter os nossos sentidos despertos.
Não fala, efectivamente, de um peixe, mas este é a metáfora de um mamífero, cuja espécie nos é dada a conhecer quase no final da narrativa; ou seja, temos de ler o livro, para saber que tipo de animal se trata, já que esta é uma história de suspense. É assim que se escrevem os bons livros de ficção infanto-juvenis, nos quais se utiliza a criatividade para fazer sonhar ou estimular a imaginação. Então, quando iniciamos a sua leitura, temos curiosidade em saber o quão grande era o peixe.
O autor utilizou o adjectivo “grande”, como uma técnica que activa a curiosidade,o que nos leva ao desejo de folhear apressadamente o livro, para ver o tamanho do peixe.
Em cuja medida aproximada, para o menino que conta esta estória, é o tamanho de um boi, portanto, “um peixe do tamanho de um boi”. Esse menino fala-nos do mar, cuja respiração não era habitual. Diz: “Aqui o mar respira, normalmente, num ritmo constante e vagaroso.
Às vezes, só às vezes, ouve-se um rugido de mar alto ou de tormenta. Por isso, ninguém saberia explicar por que razão, naquele momento, o mar chegava à praia com um respirar asmático, cansado e triste.” (Grifo meu). Leia mais…
