Mulheres exigem reformas na paz e segurança

Mulheres exigem reformas na paz e segurança

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Mulheres especialistas, activistas e representantes da sociedade civil defenderam, hoje, em Maputo, a integração urgente da igualdade de género nas políticas de defesa, segurança e reconciliação nacional, durante uma mesa-redonda sobre Mulher, Paz e Segurança em Moçambique.A pesquisadora Tassiana Tomé, da Mukadzi – Colaboratório Feminista, apontou lacunas no sector, com destaque para a ausência de uma política de género e de mecanismos claros de responsabilização em casos de violência baseada no género envolvendo agentes do Estado.Segundo afirmou, as mulheres enfrentam uma violência “multiforme”, que inclui conflitos armados, deslocamento forçado, violência doméstica e feminicídios, defendendo uma abordagem de segurança centrada nas pessoas.Entre as propostas apresentadas figuram a criação de uma lei de paz e reconciliação nacional, maior inclusão feminina nos espaços de decisão e responsabilização por crimes graves.Por sua vez, a directora executiva do Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil (CESC), Fidélia Chemane, disse que o encontro visava aprofundar o debate no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, com base nas contribuições de cerca de mil mulheres auscultadas em todo o país.Um documento técnico apresentado conclui que o país enfrenta uma crise de segurança e de legitimidade do Estado, propondo reformas estruturais com enfoque nos direitos humanos, igualdade de género e participação activa das mulheres na construção da paz.

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