“O povo não come 250 assentos do Parlamento”

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afirma Yaqub Sibindy, presidente do PIMO, entrevistado pelodomingo no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo

Assume-se como verdadeiro líder da oposição construtiva e “pombo correio” dos partidos políticos em Moçambique por receber e distribuir a correspondência do protocolo do Estado aos dirigentes que não têm sede ou instalações próprias.

Orgulha-se por ter concorrido duas vezes às eleições presidenciais (1999 e 2004) e actualmente ser detentor de uma proposta ambiciosa no âmbito do Diálogo Nacional Inclusivo, a submeter à Comissão Técnica (COTE), que, entre outros aspectos, destaca ideias de produção de alimentos para saciar a fome de milhares de moçambicanos.

Trata-se de Yaqub Sibindy, presidente do Partido Independente de Moçambique (PIMO), que, em entrevista ao domingo, aborda aspectos sociopolíticos e económicos do país, defendendo a refundação do Estado moçambicano, através de acções que concorram à melhoria das condições da vida da população.

Sublinha que se engana quem pensa que o PIMO só existe no papel, na medida em que possui várias propostas que, devidamente aproveitadas, podem incorporar a governação do Presidente da República, Daniel Chapo, cuja decisão de desencadear o diálogo é oportuna.

No seu entender, há que produzir consensos para a refundação do Estado moçambicano “e, se for possível, podemos suspender os processos eleitorais por um tempo indeterminado e colocar o actual Chefe do Estado como o timoneiro do Governo de gestão”. Destaca que a acontecer isso, país entraria naquilo que se designaria de período probatório, rumo à democracia capitalista.

“Desde Novembro passado que estamos à espera de ser recebidos pela COTE, para depositar as nossas contribuições. Este processo não é privado. Não é do Governo, muito menos dos nove partidos signatários do Acordo do Compromisso do Diálogo Nacional Inclusivo”.

DIALOGAR COM ESPÍRITO INCLUSIVO

No seu entender, o diálogo em curso não é resultado das manifestações pós-eleitorais. “Este é um processo que o PIMO vem defendendo em nome da oposição construtiva. Portanto, não é uma medida que visa apagar o problema de queima de pneus. Não. O espírito do diálogo inclusivo é para incluir iniciativas de desenvolvimento sustentável de Moçambique”. Diz que os próprios partidos políticos signatários do acordo estão cientes disso.

“O presidente da COTE, Edson Macuácua, sabe disso, assim como o Venâncio Mondlane. O importante é que os moçambicanos devem estar prontos para embarcar naquilo que designaríamos de terceira República, que é introduzir um modelo que pode desembocar na democracia de desenvolvimento sustentável”. Leia mais…

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