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A Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, defendeu a necessidade da formação contínua dos técnicos de estatística, de modo a garantir produção de dados fiáveis e com base em evidências. A governante, que falava sexta- -feira, em Maputo, por ocasião da realização da reunião do Conselho Superior de Estatística (CSE), do Sistema Estatístico Nacional (SEN) e do Conselho Coordenador do Recenseamento Geral da População e Habitação (CCRGPH), apelou à necessidade de se evitar a movimentação de técnicos em áreas cruciais.
“É, igualmente, importante não movimentar os técnicos de áreas cruciais sem a devida articulação com o sector de estatística e sem a devida substituição de um profissional com capacidades idênticas. Às vezes, a gente movimenta um técnico e isso provoca um ruído enorme na informação que é prestada”, disse.
Reiterou que o país se prepara para realizar em Agosto do próximo ano o quinto censo geral da população e habitação, uma operação estatística mais abrangente, tendo apelado para que todos os técnicos envolvidos estejam devidamente articulados para o alcance dos resultados projectados. Entretanto, o Instituto Nacional de Estatística (INE) aponta para a existência de um défice de 68 milhões de Dólares dos 110 milhões necessários para a realização do censo, que, pela primeira vez, será digital em todo o território nacional, tendo em vista a actualização dos dados que apontam para cerca de 36 milhões de moçambicanos.
Neste contexto, há esforços para que o processo arranque nas datas previstas e sem sobressaltos, conforme garantem as autoridades competentes. Por sua vez, Pedro Duce, porta- -voz do INE, destacou que no encontro foram discutidos alguns instrumentos, sendo um deles o Plano da Cartografia Censitária, lançado no corrente mês, que constitui a primeira fase do processo de recenseamento geral. Leia mais…
