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O Presidente da República, Daniel Chapo, assumiu ontem, em Nairobi, o compromisso de regularizar a situação civil da diáspora moçambicana no Quénia através do envio de brigadas móveis para a emissão de Bilhetes de Identidade e passaportes.
Durante um encontro com representantes da comunidade moçambicana residente no Quénia, o Chefe do Estado respondeu às preocupações sobre o risco de apatridia e dificuldades de acesso à educação, reafirmando que a independência económica de Moçambique exige a inclusão activa dos cidadãos no exterior, aos quais classificou como “embaixadores incontornáveis” da identidade nacional e peças-chave na nova estratégia de governação e diplomacia económica do país.
Durante o encontro, o Estadista destacou a sua participação na Conferência Internacional de Investimento no Quénia, como convidado de honra, frisando que o evento é crucial para a “mobilização de investimentos não só para o Quénia, mas também para Moçambique”.
Informou que instou o empresariado nacional a explorar o mercado queniano, num esforço conjunto para a edificação do bem-estar social através da cooperação bilateral.
No plano interno, o Presidente Chapo apresentou um quadro de estabilidade macroeconómica e política, assegurando que as instituições funcionam com normalidade no novo ciclo de governação focado na boa governação e no Estado de Direito.
“Estamos neste momento a levar a cabo o Diálogo Nacional Inclusivo, que visa reforçar a paz e a reconciliação nacional, a unidade nacional e a estabilidade contando com a participação activa de todos os segmentos da sociedade”, explicou, mencionando ainda as reformas estruturantes para melhorar o ambiente de negócios.
A agenda económica de Moçambique, centrada nos projectos de gás natural liquefeito na Bacia do Rovuma e no desenvolvimento sustentável, foi detalhada como pilar para a redução da pobreza.
Contudo, o Chefe do Estado abordou os temas sensíveis, reconhecendo os desafios impostos pelo terrorismo em Cabo Delgado, onde se registam “avanços significativos com o apoio de países amigos”, e o impacto devastador dos eventos climáticos que, desde Outubro, vitimaram mais de 200 cidadãos e afectaram cerca de oito mil pessoas.
