Suécia Retira Ajuda a Moçambique e Canaliza Fundos para a Reconstrução da Ucrânia

Suécia Retira Ajuda a Moçambique e Canaliza Fundos para a Reconstrução da Ucrânia

– País nórdico era dos maiores doadores para o desenvolvimento- A medida afecta vários outros países, incluindo Zimbabwe e TanzâniaPor MOZTIMESMaputo (MOZTIMES) – O Governo da Suécia decidiu retirar toda a ajuda ao desenvolvimento que era canalizada para Moçambique e outros quatro países em desenvolvimento, para direccionar os fundos para a Ucrânia.Segundo uma nota publicada sexta-feira (5) pela Embaixada da Suécia em Moçambique, o encerramento da cooperação bilateral para o desenvolvimento será gradual até 31 de Agosto do próximo ano. A cooperação política permanece, e a embaixada sueca em Maputo continuará aberta.A Suécia era um dos maiores doadores para o desenvolvimento em Moçambique, contribuindo com milhões de dólares por ano para vários sectores, incluindo energia e clima, saúde e direitos sexuais e reprodutivos, inclusão económica e social, ensino superior e investigação, bem como paz e segurança, afirmou o Embaixador Andrés Jato na nota publicada nas páginas digitais da Embaixada.A ajuda sueca a Moçambique totalizou cerca de 2 mil milhões de dólares americanos desde a independência, em 1975.Desde 2022, com a eleição de um Governo de Direita, formado pelo Partido Moderado, Democratas Cristãos e Liberais, e que depende do apoio parlamentar do partido populista de direita Democratas Suecos, registou-se uma mudança significativa na política sueca, incluindo cortes na ajuda aos países em desenvolvimento.Os países que deixam de beneficiar da ajuda sueca este ano incluem Zimbabwe, Tanzânia, Libéria e Bolívia. A ajuda será canalizada para os esforços de reconstrução na Ucrânia, país vizinho devastado pela agressão militar da Rússia.“A Ucrânia é a mais importante prioridade da Suécia em matéria de política externa e de ajuda. Por isso, o Governo vai aumentar o apoio à Ucrânia para, pelo menos, 10 mil milhões de coroas suecas (1,06 mil milhões de dólares) em 2026”, afirmou o Ministro da Cooperação Internacional e Comércio Exterior, Benjamin Dousa, citado por agências internacionais.A Suécia já cortou a ajuda a mais de dez países desde que o actual Governo tomou posse em 2022, incluindo Burkina Faso e Mali. (MT)

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