Petro critica declarações de Trump sobre espaço aéreo da Venezuela

Petro critica declarações de Trump sobre espaço aéreo da Venezuela


No sábado, o Presidente norte-americano salientou que o espaço aéreo venezuelano deve ser considerado “completamente fechado”, numa altura em que o seu Governo intensifica a pressão sobre a Venezuela de Nicolás Maduro, com um grande destacamento militar nas Caraíbas.

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Caracas alertou que estas declarações constituem uma “ameaça colonialista” que afeta a soberania do país.
“Gostaria de saber por que norma do direito internacional pode um Presidente de um país fechar o espaço aéreo de outra nação?”, questionou Gustavo Petro, que também preside à Comunidade de Estados Latino-Americanos e das Caraíbas (CELAC), sem mencionar explicitamente Donald Trump.
Na mensagem publicada na rede social X, o chefe de Estado da Colômbia salientou que o espaço aéreo nacional “não pode ser fechado por um Presidente estrangeiro, caso contrário, os conceitos de soberania nacional e ‘direito internacional’ deixariam de existir”.
Sob o pretexto de combater o narcotráfico, Washington mantém desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela, tendo mesmo mobilizado o maior porta-aviões do mundo para a região.
Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) recomendou “extrema cautela” ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera “uma situação potencialmente perigosa” na região.
Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam então os seus voos para aquele país.
O Governo venezuelano decidiu revogar posteriormente as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se “unirem aos atos de terrorismo” promovidos pelos Estados Unidos.
Os consulados-gerais de Portugal nas cidades venezuelanas de Caracas e Valência disponibilizaram canais telefónicos de emergência para os portugueses radicados na Venezuela, com o propósito de garantir proteção e assistência aos compatriotas.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, afirmou, no sábado, que está a acompanhar em permanência a situação na Venezuela, reafirmando preocupação com o momento complicado que vive a comunidade portuguesa.
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