Pavlidis não se chama João, mas deixa o Benfica 'Félix' antes do dérbi

Pavlidis não se chama João, mas deixa o Benfica 'Félix' antes do dérbi


O Benfica deixou para trás das costas o empate na receção ao Casa Pia (2-2), na última ronda da I Liga, e voltou, na tarde de sábado, aos triunfos no campeonato português, ao vencer no terreno do Nacional, por 1-2, num jogo da 12.ª jornada decidido nos instantes finais. Os encarnados estiveram a perder e só deram a volta nos últimos minutos.

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Depois de duas vitórias seguidas frente ao Atlético CP, para Taça de Portugal, e na Liga dos Campeões em casa do Ajax, o conjunto encarnado partia em busca do terceiro triunfo consecutivo, para colocar pressão sobre o Sporting antes do dérbi da próxima jornada no Estádio da Luz.
O clima no plantel encarnado era de união e ambição, como frisou Rui Costa na partida para a Madeira, mas houve quem largasse uma ‘bomba’ nas hostes das águias nas últimas horas. João Félix confirmou que esteve perto de assinar pelo Benfica no verão, mas referiu que “nunca houve uma vontade séria por parte do clube.”
Rui Costa desmentiu o avançado e garantiu que se dependesse da vontade do Benfica, o atual companheiro de equipa de Cristiano Ronaldo no Al Nassr já estava no Benfica há três anos e não se tinha mudado para a Arábia Saudita no verão.
Alheio a esta polémica, o plantel do Benfica entrou em campo e fez pela vida para  sair com a vitória na Choupana. A primeira parte na Madeira ditou isso mesmo. Os encarnados foram melhores que os rivais, mas nunca conseguiram ter o maior acerto ofensivo. Após o descanso, o Nacional procurou explorar o espaço deixado pelo Benfica e teve sucesso.
Os alvinegros marcaram primeiro, por intermédio de Chuchu Ramírez, com o venezuelano a castigar um erro crasso de Otamendi numa saída de bola. Em desvantagem, os lisboetas acentuaram a pressão, algo que acabou por dar ‘frutos’ nos instantes finais. Prestianni, que tinha entrado para mexer com o jogo, empatou, aos 89 minutos, com um belo remate colocado, antes de Pavlidis, após jogada de Schjelderup, encostar para a reviravolta.
As águias saíram felizes da Choupana e continuam na terceira posição, mas agora com os mesmos 28 pontos do Sporting, que é segundo, e a três do líder do FC Porto, ambos com menos um jogo. Na próxima jornada há dérbi no Estádio da Luz.
Mas vamos às notas desta partida:
Figura
Estava no banco de suplentes a solução para o Benfica alcançar a vitória. José Mourinho lançou Gianluca Prestianni e o argentino trouxe a vida que faltava às alas dos encarnados. Anotou um golaço já perto do apito final que ajudou à reviravolta.
Surpresa
Quem precisa de ter um João Félix quando tem um Vangelis Pavlidis que também marca golos? Ainda que não tenha sido a melhor das suas exibições, o grego fez o que lhe competia e apareceu no coração da área para assinar a reviravolta e deixar os seus colegas felizes com a conquista de mais três pontos.
Desilusão
Nicolás Otamendi cometeu um grave erro que podia ter sido fatal para a sua equipa. Um jogador com a sua experiência e categoria na equipa não pode fazer um passe de risco como fez, sobretudo numa zona perigosa.
Treinadores
Tiago Margarido
Incapaz de ultrapassar a linha de meio-campo, o conjunto insular praticamente não chegou ao último terço durante a etapa inicial, e, em contrapartida, fechou-se bem atrás e foi impedindo ocasiões mais perigosas ao Benfica. Ainda assim, tudo mudou na segunda parte. Após o descanso, o Nacional soube aproveitar o espaço que o Benfica foi dando na retaguarda e conseguiu marcar um golo. Daí em diante, os alvinegros cederam à intensa pressão do rival e acabaram por permitir a reviravolta.
José Mourinho
A equipa do Benfica foi dominadora, teve quase sempre a bola ao longo da partida, mas não só não conseguiu transformar essa posse persistente em lances de perigo, como também teve dificuldades em contrariar o bloco defensivo contrário e marcar golos. A bravura que foi demonstrada na reta final acabou por ajudar na conquista do triunfo.
Arbitragem
Iancu Vasilica realizou uma arbitragem globalmente positiva na Madeira. Na primeira parte, destaque para o golo bem anulado a Pavlidis, por fora de jogo. No segundo tempo, foi gerindo com pinças os lances de maior polémica. Fica a dúvida se não deveria ter marcado uma grande penalidade por falta de Matheus Dias sobre Leandro Barreiro.
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