Ficou para a filosofia a descrição de Jean-Paul Sartre da vergonha como consciência de que um outro pode olhar-me, e assim eu descobrir-me exposto, sem que possa dominar esse olhar. Por isso, é também a descoberta da exterioridade. A consciência do outro não é só a de alguém que aparece a dividir o mundo, mas é aparição do próprio mundo aí fora. Ao imaginar-se surpreendido a espreitar pelo buraco da fechadura morre-se de vergonha, mas é menos da morte do que do infinitamente fora que se toma consciência. A vergonha constitui-nos como vulnerabilidade.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Vergonha
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