Umaro Sissoco Embaló sempre deixou a Guiné-Bissau esta quinta-feira. De acordo com um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Senegal, o Presidente guineense, deposto por um golpe de Estado na quarta-feira, chegou a Dakar “são e salvo” num avião fretado pelo Governo senegalês que também ajudou a retirar do país algumas das altas individualidades que estavam na Guiné-Bissau integrados nas missões de observação internacional do processo eleitoral de domingo.“Desde o início da crise que as autoridades senegalesas, sob a liderança pessoal do chefe de Estado [Bassirou Diomaye Faye], estão em comunicação directa com todos os actores guineenses envolvidos”, nomeadamente para a “libertação do Presidente Embaló e de alguns dos seus companheiros [e] de todos os outros actores políticos detido”, diz o comunicado do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e dos Senegaleses no Exterior.As conversações visaram igualmente “a reabertura das fronteiras para facilitar a retirada e o repatriamento” das “diferentes missões de observação eleitoral”. Para tal, o Governo senegalês “fretou um avião para se deslocar a Bissau, a fim de contribuir para esta operação”, acrescenta o comunicado. “Isto permitiu a chegada em segurança ao Senegal do Presidente Umaro Sissoco Embaló.”
O comunicado do ministério senegalês
Durante o dia, como o PÚBLICO reflectiu no texto publicado esta quinta-feira, foram várias as fontes que afirmaram que o Presidente deposto havia deixado o país, no entanto, a informação avançada é que teria seguido para a Costa do Marfim. Ideia ajudada pelo facto de duas aeronaves que aterraram esta quinta-feira no Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira, em Bissau, terem viajado depois para a cidade de Abidjan: uma da companhia aérea pan-africana ASKY e outra, um pequeno jacto Gulfstream G450 da Força Aérea da Costa do Marfim.A acção do Senegal foi coordenada com os outros membros da Comissão Económica dos Estados da África Ocidental, que esta quinta-feira se reuniram de emergência, de modo virtual, para analisar a situação na Guiné-Bissau.
