QUARENTA ANOS DEPOIS: Uma viagem pelo “ Tempo dos Leopardos”

QUARENTA ANOS DEPOIS: Uma viagem pelo “ Tempo dos Leopardos”

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No interior do histórico Cinema Scala, o tempo parece suspenso. As paredes vestem-se de memórias, iluminadas por fotografias que captam não apenas o fazer de um filme, mas o pulsar de uma nação que nascia. A exposição que celebra 40 anos de “O Tempo dos Leopardos” insere-se na terceira edição dos Encontros do Património Audiovisual, iniciativa que celebra a memória fílmica dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

Entre fotografias a preto e branco, registos de bastidores e fragmentos de cenas, o visitante é convidado a reviver a criação do primeiro filme moçambicano pós-independência, uma co-produção entre Moçambique e a antiga Jugoslávia, realizada em 1985 por Zdravko Velimirović, com guião original de Licínio de Azevedo e Luís Carlos Patraquim, a partir do livro “Os Relatos do Povo Armado”, de Azevedo .

Mais do que uma mostra de imagens, a exposição é um reencontro com a utopia. Cada imagem parece respirar o ideal de um país que acreditava no poder das artes para se reconstruir, e o Cinema Scala, com a sua aura histórica, torna-se o cenário perfeito para essa viagem no tempo.

No eixo que presta homenagem à longa-metragem moçambicana “O Tempo dos Leopardos”, fotografias, vídeos e roteiros revelam o esforço colectivo que deu forma a uma obra símbolo da afirmação cultural de Moçambique e da força do cinema como arma política e de mudança de mentalidade. Leia mais…

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