Chiara Ferragni arrisca pena de um ano e oito meses de prisão no caso de fraude

Chiara Ferragni arrisca pena de um ano e oito meses de prisão no caso de fraude

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Chiara Ferragni arrisca-se a uma pena de prisão de um ano e oito meses. É quanto os procuradores pediram em tribunal no caso de fraude agravada em que a influencer italiana é acusada de não ter doado os lucros da venda do bolo tradicional de Natal Pandoro, supostamente destinado a instituições de solidariedade. Ferragni estava na audiência fechada desta terça-feira, onde falou pela primeira vez para se defender: “Sempre agimos de boa-fé; nenhum de nós lucrou com isto.”Na manhã desta terça-feira, dia em que a acusação apresentou as suas alegações, a influencer chegou ao tribunal meia hora mais cedo do que era suposto, para evitar as câmaras, descreve o La Repubblica, que não entrou na audiência à porta fechada, presidida pelo juiz Ilio Mannucci Pacini.Os procuradores Christian Barilli e Eugenio Fusco terminaram as alegações com o pedido de uma pena de prisão, caso o tribunal considere Ferragni culpada de fraude agravada no caso dos bolos de Natal e de Páscoa. Pedem também a mesma condenação para o ex-braço direito da influencer, Fabio Damato, então director da Fenice, empresa que detém as várias marcas de Chiara. Já Francesco Cannillo, proprietário da Cerealitalia, que produziu os bolos, arrisca-se à pena de um ano.Nesta audiência soube-se também que o juiz permitiu que a associação Casa del Consumatore se juntasse à acção civil. Outras associações de defesa dos consumidores também tinham apresentado queixa contra Chiara Ferragni, mas a maioria retirou as mesmas depois de chegarem a acordos extrajudiciais com a influencer. Num desses acordos, a italiana fez um donativo de 200 mil euros a uma instituição de solidariedade ligada ao apoio a vítimas de violência doméstica.Aliás, os seus advogados, Giuseppe Iannaccone e Marcello Bana, garantem que Chiara já fez doações de mais de 3,4 milhões de euros a todos os lesados do Pandoro Gate — como o caso tem sido apelidado em Itália. E também pagou uma multa de mais de um milhão de euros à autoridade italiana da concorrência (AGCM) por “práticas comerciais desleais”.No entanto, a investigação adensou-se quando os procuradores descobriram que, entre 2021 e 2022, Ferragni já tinha defraudado os seus seguidores numa manobra semelhante, obtendo um lucro aproximado de 2,2 milhões de euros.Os três réus pediram um julgamento abreviado, o que exige também uma redução para um terço nas penas de prisão, que, para fraude qualificada, pode variar de um a cinco anos, informa o Corriere della Sera, explicando assim o pedido dos procuradores.A próxima audiência está marcada para 5 de Dezembro, quando a defesa, que mantém a tese de inocência, fará as suas alegações finais. A sentença só é esperada para meados de Janeiro, sem data definida para já, sendo que essa sessão deverá acontecer à porta fechada, como é comum nos casos judiciais mais mediáticos.O escândalo veio a público no final de 2023 por causa das vendas de um pandoro de Natal (um clássico bolo italiano semelhante ao panetone) da marca Ferragni com embalagens que tinham escrito o nome de um hospital pediátrico, dando a entender que as vendas reverteriam a favor do Regina Margherita, em Turim. E repetiu-se com ovos da Páscoa com uma alusão na embalagem à instituição I Bambini delle Fate, perto de Treviso, no norte de Itália.


O Pandoro Gate levou à queda de reputação de Chiara Ferragni que não só perdeu quase dois milhões de seguidores (ainda acumula 28 milhões), como viu serem cancelados contratos publicitários com marcas como a Nespresso, a Martini ou a Coca-Cola. O caso também terá conduzido à deterioração do casamento com o rapper italiano Fedez, pai dos seus dois filhos, de quem se divorciou no ano passado, acusando-o de traição.De acordo com a imprensa italiana, em 2022, antes dos escândalos, as marcas de moda e beleza de Ferragni facturaram 14,3 milhões de euros. Agora, num esforço de recuperar a sua reputação, tem mantido uma postura discreta e focada nos negócios, tendo adquirido, no início deste ano, 100% das acções da Fenice Srl, que era a dona da maioria do capital da sua marca de moda, da qual detinha apenas 32,5%.

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