Chissano pisca o olho a Chapo na outorga do Honoris Causa

Chissano pisca o olho a Chapo na outorga do Honoris Causa

A Universidade Joaquim Chissano (UJC) distinguiu esta quinta-feira o antigo Presidente da República, Joaquim Alberto Chissano, com o título de Doutor Honoris Causa em Diplomacia e Resolução de Conflitos. A cerimónia decorreu no Centro Internacional de Conferências Joaquim Chissano e contou com a presença do Chefe de Estado, Daniel Francisco Chapo, cuja actuação externa foi directamente mencionada no discurso de aceitação.

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Ainda no início da intervenção, e antes de avançar para o contexto histórico da diplomacia moçambicana, Chissano destacou o actual Presidente: “Sua Excelência Francisco Chapo, o Presidente da República de Moçambique, merece a minha mais alta honra por nos ter brindado com excelentes resultados no campo diplomático em tão curto espaço de tempo.”

A referência surge num período em que a política externa tem registado desenvolvimentos relevantes para a economia nacional. A TotalEnergies aprovou o reinício do projecto Mozambique LNG, suspenso desde 2021, e a ExxonMobil levantou o estado de força maior no projecto da Bacia do Rovuma, reabrindo o caminho para a retoma dos investimentos. Estas decisões recolocam Moçambique no radar internacional em matéria de energia e foram associadas ao actual ciclo de engajamento diplomático.

Após a menção ao Presidente, Chissano dedicou o restante discurso à revisão do percurso da diplomacia moçambicana. Recordou negociações anteriores à independência, iniciadas em 1964, e destacou fases em que a diplomacia foi mobilizada para enfrentar crises alimentares, problemas de segurança e desafios ambientais.

A UJC justificou a atribuição do título pelo contributo de Chissano para a institucionalização da política externa e para a consolidação de mecanismos de resolução pacífica de conflitos. A cerimónia reuniu representantes de instituições públicas e privadas, membros do Governo, académicos e diversas personalidades da sociedade civil.

Com esta outorga, o antigo Chefe de Estado passa a integrar o corpo honorífico da universidade, num momento que cruzou a trajectória histórica da diplomacia moçambicana com os actuais desenvolvimentos no plano externo, especialmente no sector energético.

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