Matola: Revitalizar indústrias antigas é a chave para o desenvolvimento local

Matola: Revitalizar indústrias antigas é a chave para o desenvolvimento local

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A cidade da Matola não precisa de procurar novos terrenos para expandir o seu parque industrial, mas sim de recuperar e modernizar as infraestruturas que já possui. Esta é a visão de Manuel Nhandzimo, diretor do Gabinete de Estudos e Projetos do Conselho Municipal da Cidade da Matola, que defende que a revolução económica do município passa por capitalizar o que já está feito. De acordo com as declarações de Nhandzimo durante o terceiro Fórum de Negócios e Feira Empresarial, citadas pelo jornal Dossiers e Factos, o município tem uma base suficientemente consolidada para voltar a liderar a industrialização nacional. O responsável afirmou que não é preciso inventar a roda, apontando zonas tradicionais como a Avenida das Indústrias e a Avenida Josina Machel como prioridades para novos investimentos que devolvam a competitividade à região.

Para o director municipal, seguno o jornal Notícias, a grande indústria deve funcionar como um motor para as pequenas e médias empresas locais, estimulando o fornecimento de componentes, matérias-primas e serviços de logística. O objetivo principal desta articulação é reduzir a forte dependência das importações e aumentar a incorporação de produtos nacionais na atividade fabril. Manuel Nhandzimo observou ao jornal Dossiers e Factos que não faz sentido que empresas produtoras de refrigerantes, bicicletas ou outros bens continuem a importar praticamente todos os componentes, defendendo que os portos moçambicanos devem assumir progressivamente um papel exportador.

Ao abordar o posicionamento estratégico da Matola, o diretor recordou que o município beneficia de uma localização privilegiada junto a importantes corredores rodoviários como a Estrada Nacional Número 4, a Estrada Nacional Número 2, a Estrada Nacional Número 1 e a Estrada Circular de Maputo. No entanto, Nhandzimo alertou que concentrar o desenvolvimento apenas ao longo destas grandes vias pode limitar o aproveitamento económico das comunidades que vivem no interior do município. Por isso, o dirigente propõe a criação de nós internos e centros logísticos capazes de ligar os bairros aos grandes eixos, gerando mais emprego e dinamismo local.

Outra ideia forte apresentada pelo responsável foca-se na necessidade de centralizar os polos de desenvolvimento para reduzir os custos públicos. Manuel Nhandzimo explicou que a excessiva descentralização encarece os investimentos do Estado na construção de estradas, sistemas de abastecimento de água, energia e saneamento. Na sua perspetiva, cimentar a base que já está instalada e concentrar os recursos em zonas previamente preparadas é o caminho mais racional para garantir a sustentabilidade da expansão urbana.

Finalmente, a estratégia apontada coloca a juventude como o maior ativo económico da Matola, exigindo a criação de condições para integrar esta faixa etária em atividades produtivas através do empreendedorismo e da indústria transformadora. Para além do setor fabril, o agronegócio junto aos rios Matola e Mulauzi desponta como um autêntico poço de oportunidades que permanece pouco explorado e que necessita de profissionalização. O dirigente concluiu defendendo também uma maior aposta no turismo sustentável e na construção de equipamentos desportivos diferenciados para atrair mais investimento privado para a cidade.

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