O Presidente da República defendeu esta segunda-feira que Moçambique entrou numa nova etapa da sua história, marcada pelo desafio de alcançar a independência económica, atribuindo ao ensino superior um papel determinante nesse processo.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!Na abertura da Conferência Nacional do Ensino Superior, Daniel Chapo afirmou que, depois da independência política conquistada em 1975, o país deve concentrar-se na formação de quadros capazes de transformar recursos naturais em riqueza, impulsionar a industrialização, aumentar a produtividade e reforçar a competitividade da economia.
Segundo o Chefe de Estado, nenhum país alcançou um desenvolvimento sustentável sem investir de forma consistente no capital humano, na ciência, na tecnologia e na inovação. Por isso, defendeu que as universidades assumam um papel mais activo na preparação de profissionais capazes de responder às exigências da economia, promover a investigação científica e contribuir para a modernização da agricultura, da indústria, da energia e de outros sectores considerados estratégicos para o desenvolvimento nacional.
Ao longo da intervenção, Daniel Chapo recuperou uma das palavras de ordem da luta de libertação nacional -“Fazer da Escola uma Base para o Povo Tomar o Poder” – para defender que a missão das instituições de ensino evoluiu.
“Se ontem a escola era a base da conquista do poder político do povo moçambicano, hoje deve ser a base da conquista do poder económico”, afirmou, considerando que esse objectivo passa pela capacidade de produzir, inovar, competir e prosperar como nação.
O Presidente sustentou que o Plano Estratégico do Ensino Superior 2026-2035 deverá preparar as universidades para responder às rápidas transformações científicas, tecnológicas, económicas e sociais que caracterizam o século XXI. Defendeu igualmente um processo participado, envolvendo instituições de ensino superior, comunidade científica, estudantes, sector privado e parceiros de desenvolvimento, com o objectivo de construir um sistema mais relevante para as necessidades do país.
Na sessão de abertura da conferência, Daniel Chapo considerou que a transformação do ensino superior constitui uma missão nacional e afirmou que o conhecimento deverá ocupar um lugar central na estratégia de desenvolvimento de Moçambique. Na sua perspectiva, a consolidação da independência económica dependerá, em grande medida, da capacidade das universidades para formar profissionais qualificados, produzir conhecimento útil e contribuir para a criação de riqueza e bem-estar para a população.
