Moza fecha 2025 com “melhoria dos principais indicadores operacionais e de risco”

Moza fecha 2025 com “melhoria dos principais indicadores operacionais e de risco”

O Moza Banco afirma ter encerrado o exercício de 2025, com uma melhoria dos principais indicadores operacionais e de risco, reforçando a solidez do seu balanço num contexto económico “desafiante, marcado pela contracção da actividade económica nacional”, sublinha aquela instituição bancária em comunicado.

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O banco assinala que, neste quadro, adoptou uma abordagem prudente e disciplinada, focada no fortalecimento estrutural da sua posição financeira e na melhoria da qualidade dos seus activos.

A título ilustrativo, o banco salienta que o desempenho operacional se manteve positivo ao longo do exercício, com o resultado bruto de exploração a registar um crescimento de 47,6%, atingindo 1.739 milhões de meticais, face aos 1.178 milhões meticais registados no ano anterior.

Aquela instituição bancária afirma igualmente que a base de clientes manteve uma trajectória de crescimento, com a entrada de mais de 43 mil novos clientes, totalizando 305.571, o que representa um aumento de 16,5% face ao período homólogo. Em paralelo, os recursos de clientes cresceram 3.586,6 milhões meticais (+7,1%), situando-se em 53.782 milhões de meticais, “evidenciando a confiança contínua dos clientes na instituição”.

Ao nível da transformação digital, o banco registou um aumento de 15,6% no número de utilizadores activos e um crescimento de 26,3% no volume de transacções, em resultado dos investimentos realizados na modernização tecnológica, incluindo o lançamento da nova plataforma de Internet e Mobile Banking, que reforçou a experiência do cliente e contribuiu para ganhos de eficiência operacional.

“A transformação digital mantém-se como um pilar estratégico, suportando a melhoria contínua dos serviços, o reforço da proximidade com os clientes e a modernização do modelo de negócio”, sublinha a nota do Moza Banco, um dos principais bancos da praça.

No plano da gestão de risco, o Moza Banco afirma ter reforçado de forma significativa as imparidades e intensificou a gestão da carteira de crédito, com foco no reforço dos níveis de cobertura, bem como na redução de exposições de maior risco, no quadro de uma estratégia deliberada de optimização do balanço, em alinhamento com as melhores práticas prudenciais.

Em 2025, no âmbito do Aviso n.º 16/BdM/2013 do Banco de Moçambique, o Moza Banco procedeu ao alinhamento da sua política de regularização de activos de crédito, adoptando critérios mais prudentes e atempados baseados na recuperabilidade efectiva das exposições. Esta actualização, acrescenta, incidiu sobretudo sobre operações históricas já integralmente provisionadas, sem impacto material na actividade operacional, liquidez, fundos próprios ou rácios prudenciais do Banco.

Como resultado desta actuação, o rácio de crédito em incumprimento (NPL EBA) registou uma redução de 12,50% em 2024 para 3,94% no fecho de 2025, “evidenciando uma melhoria significativa da qualidade dos activos e do perfil de risco do Banco”.

Por outro lado, a carteira de crédito registou uma redução de 29,4%, no âmbito de uma actuação deliberada de optimização da carteira e de uma abordagem mais selectiva na concessão. “Não obstante, o Banco manteve o seu compromisso com o financiamento à economia, tendo concedido novos créditos no montante de 1.920,6 milhões de meticais, mantendo o apoio activo a empresas e particulares”, lê-se na nota.

O banco enfatiza que os rácios prudenciais mantiveram-se sólidos, com o rácio de solvabilidade a situar-se em 14,46% e o rácio de liquidez em 47,29%, ambos acima dos níveis regulamentares, “confirmando a robustez financeira do Banco e a sua capacidade de absorver impactos extraordinários”.

Contudo, o resultado líquido do exercício foi negativo em 3.919,5 milhões de meticais, justificado pelas medidas extraordinárias e não recorrentes de reforço da cobertura de risco e optimização do balanço, “destinadas a posicionar o banco de forma mais sólida para os próximos ciclos de crescimento”.

“2025 foi um ano de decisões responsáveis e estruturantes. Reforçámos de forma significativa a qualidade dos nossos activos e a solidez do balanço, permitindo-nos entrar num novo ciclo com um Banco mais robusto, resiliente e melhor preparado para crescer de forma sustentável”, disse Manuel Soares, Presidente do Conselho de Administração do Moza Banco, citado na nota.

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