Estudantes interrompem greve após acordo, mas seguem vigilantes

Estudantes interrompem greve após acordo, mas seguem vigilantes

Os estudantes do sexto ano do curso de medicina, em regime de estágio, da Universidade Zambeze, interromperam protestos de reivindicação dos seus subsídios em atraso, depois de terem chegado a um acordo com o Ministério da Saúde (MISAU), na tarde desta terça-feira.

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Em ao SAVANA, esta quarta-feira, Artur Fernando, falando em representação do grupo de estudantes, contou que o acordo que foi alcançado num segundo encontro com o Director dos Recursos Humanos e a Directora da Direcção de Administração e Finanças, consiste no pagamento de seis meses de dívida.

“Comprometeram-se a pagar de Junho a Dezembro do ano passado, e que a segunda parte da dívida seria paga oportunamente e acumulada. Depois disso, pagariam normalmente os meses restantes do estágio”, explicou a nosso entrevistado.

Na manhã desta quarta-feira, realmente o dinheiro caiu nas contas, segundo confirmou Artur Fernando, entretanto, entraram apenas meses dos seis prometidos.

“Eles dizem que pode ser problema do sistema, por isso, vamos continuar aqui até receber o que foi acordado no encontro que tivemos”, salientou, para depois acrescentar que se receberem pelo menos 50% desses 6 meses, podem regressar a Beira, do contrário permanecerão em Maputo até verem o assunto resolvido. Deram prazo até nesta sexta-feira.

Lembre-se que estes estudantes, em número de 20, chegaram a Maputo na madrugada de domingo último, e acamparam de frente do Ministério da Saúde, por pelo menos dois dias, para exigir o pagamento dos seus subsídios em atraso há dez meses.

Os estudantes vieram a Maputo após verem esgotadas todas as possibilidades. Ficaram acampados em frente ao MISAU.

Munidos de esteiras, os estudantes instalaram-se no local como forma de pressionar o governo. Os relatos são que alguns estudantes recorreram a empréstimos informais e até penhoraram bens para custear a viagem à Maputo, sem sequer tem garantias de regresso.

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