Sotaque brasileiro, (re)encontros e histórias de antepassados

Sotaque brasileiro, (re)encontros e histórias de antepassados

TEXTO DE REGINA NAETE

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Moçambique e Brasil partilham mais do que o idioma. Unem-se pela gastronomia rica, influências musicais e diferentes manifestações artísticas. Foi por estes e outros motivos que Franciele Pereira, estudante de 31 anos, natural de Campos do Jordão, uma cidade do interior do Estado de São Paulo, no Brasil, interessou-se pelo país africano.

Estudante de licenciatura no curso de Matemática, é praticante da Umbanda, religião brasileira constituída a partir da articulação entre práticas do catolicismo, espiritismo, dos povos originários e africanos, a qual se configura como um importante espaço de produção de saberes e resistência cultural daquele país.

Durante o primeiro ano da sua formação, compartilhou com um docente a sua vivência religiosa e, a partir daí, ganhou incentivo para desenvolver um trabalho a partir do texto “Pedagogia das Encruzilhadas”, do pesquisador Luiz Rufino. A reflexão desenvolvida naquela actividade despertou o seu interesse em aprofundar a relação entre educação matemática, decolonialidade e saberes afro- -brasileiros.

Ao final do segundo ano, o seu orientador sugeriu que a discussão fosse ampliada e transformada em tema de monografia. A partir disso, foi delineado o projecto intitulado “A Etnomatemática das Encruzilhadas”, cujo objectivo consistia em investigar princípios etnomatemáticos presentes nas práticas da Umbanda, como forma de contribuir para a construção de um ensino de Matemática comprometido com perspectivas decoloniais. Leia mais…
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