A Federação Moçambicana de Empreiteiros (FME) alertou que a dívida acumulada do Estado, superior a 16 mil milhões de meticais apenas no sector de estradas, está a provocar o colapso de empresas nacionais de construção, com uma média de 12 encerramentos por mês.Os dados foram avançados, esta quinta-feira (19), pelo presidente da FME, Bento Machaila, que descreveu um cenário crítico no sector, marcado por atrasos prolongados nos pagamentos e perda de capacidade financeira por parte dos empreiteiros.Segundo explicou Machaíla, citado numa publicação do Jornal Evidências, muitas empresas já recorrem à banca para pagar salários, situação que considera insustentável. “Temos empresas que estão há anos à espera de pagamento. Algumas, consideradas robustas, já não conseguem suportar a pressão e estão a encerrar actividades”, afirmou, sublinhando que o impacto vai além das grandes construtoras, atingindo também pequenas e médias empresas envolvidas em subcontratações.De acordo com a FME, o problema da dívida pública está directamente ligado à paralisação de obras em várias regiões do País. Sem liquidez, os empreiteiros reduzem o ritmo de execução ou suspendem trabalhos, agravando atrasos e comprometendo a qualidade das infra-estruturas.“Sem capacidade financeira, vai ser difícil atender às solicitações. O que vai acontecer é o que estamos a ver agora, que as empresas internacionais é que deverão fazer esses trabalhos e facturar, como tem acontecido, infelizmente. Se o empreiteiro não é pago adequadamente, perderá capacidade de tesouraria para investir nas obras”, lamentou.Machaila, destacou ainda que a falta de transparência nos processos de contratação pode contribuir para irregularidades e má execução de obras, situação que, segundo disse, tem sido denunciada pela federação, inclusive em projectos financiados por parceiros internacionais.Perante este cenário, a FME exige maior transparência, regularização urgente das dívidas e revisão dos critérios de contratação pública, de modo a evitar o pior no sector e a consequente perda de milhares de postos de trabalho que já é uma realidade. “Não receber pelo trabalho já executado é o que está a matar as empresas”, concluiu. (Foto DR)span{width:5px;height:5px;background-color:#5b5b5b}#mailpoet_form_3{border:0 solid #000;border-radius:0;color:#fff;text-align:left}#mailpoet_form_3 form.mailpoet_form{padding:0}#mailpoet_form_3{width:100%}#mailpoet_form_3 .mailpoet_message{margin:0;padding:0 20px}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 input.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 select.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 textarea.parsley-success{color:#00d084}#mailpoet_form_3 .mailpoet_validate_error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 input.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 select.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 textarea.textarea.parsley-error{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-errors-list{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-required{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .parsley-custom-error-message{color:#cf2e2e}#mailpoet_form_3 .mailpoet_paragraph.last{margin-bottom:0}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3{background-image:none}}@media (min-width:500px){#mailpoet_form_3 .last .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}@media (max-width:500px){#mailpoet_form_3 .mailpoet_form_column:last-child .mailpoet_paragraph:last-child{margin-bottom:0}}]]>
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