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TEXTO DE MAFALDA LIGELA
Uma tentativa frustrada de assalto a residências de alguns agentes económicos do distrito de Mandlhakazi, em Gaza, terminou na detenção de um dos envolvidos e ferimentos graves num outro. Outros cinco meliantes estão em fuga.
De acordo com o porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM), em Gaza, Julio Nhamussua, que falava esta quarta-feira a imprensa, tudo começa quando um grupo de sete indivíduos, quatros deles idos da provincia de Maputo e tres de Gaza, dirigiu-se às residências de alguns agentes económicos da vila de Manjacaze, onde arrombaram as portas, com recurso a objectos contundentes, com intuito de se apoderarem de valores monetários.
Segundo a fonte, a polícia foi informada da ocorrência e deslocou-se de imediato ao local. Apercebendo-se da presença dos agentes da PRM, os suspeitos colocaram-se em fuga, usando duas viaturas, uma das quais de marca Toyota, modelo Ractis, que acabou por se despistar, provocando ferimentos graves em dos integrantes da quadrilha, que se encontra hospitalizado em estado grave, detenção de um outro.
O cidadão ora detido, que por sinal era o motorista da viatura usada para transporte de uma parte dos meliantes ao local de crime e posteriormente para tentativa de fuga, disse à PRM que o grupo era constituído por sete elementos, quatro provenientes da província de Maputo e três da província de Gaza, concretamente do distrito de Mandlakazi.
Estes últimos teriam fornecido informações sobre a existência de dinheiro, na posse dos agentes económicos visados.
O grupo estava munido de vários instrumentos contundentes e transportava ainda uma pistola de pressão de ar comprimido, alegadamente para intimidar as vítimas durante a acção criminosa.
“O grupo tinha conhecimento prévio daquilo que pretendia fazer, mas não logrou os seus intentos devido à pronta intervenção da polícia”, explicou Nhamussua, acrescentando que decorrem diligências com vista à localização e neutralização dos restantes integrantes da quadrilha.
Entretanto, o indivíduo identificado como motorista da viatura afirmou ter sido apenas contratado para efectuar o transporte do grupo. Segundo ele, exerce actividade de transporte de passageiros, por aplicativo (yango) e teria sido chamado para levar o grupo, de Maputo até Mandlakazi, mediante o pagamento de seis mil meticais.
“Disseram-me que iam participar num meeting em Mandlakazi. Ao chegarmos, mandaram-me estacionar num ponto e saíram. Minutos depois voltaram a correr e disseram que não tinha dado certo e que devíamos sair rapidamente. Foi quando sofremos o acidente”, contou.
O motorista sustenta que desconhecia qualquer plano de assalto e garante que os instrumentos encontrados não lhe pertencem.
