Jardim Tunduru: o pulmão está sufocado

Jardim Tunduru: o pulmão está sufocado

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TEXTO DE MICAELA MEQUE

Lixo espalhado pelo chão, águas paradas, relvado alto e sinais evidentes de pouca limpeza. Este é o retrato penoso de um dos postais mais emblemáticos localizado na baixa da capital do país: o Jardim Tunduru. A situação está a deixar os utentes agastados que não mais encontram conforto, beleza e salubridade neste espaço para descanso, lazer e convívio.

Edson Alberto, frequentador do local há vários anos, afirma que sempre viu no jardim um espaço ideal para repousar, ler e conversar com colegas no período de interlúdio no trabalho. “Desde o início deste ano, tenho visto que o local precisa de limpeza regular, porque constantemente há muito lixo e o jardim apresenta um estado nada agradável. Agora, é difícil encontrar um lugar limpo, nem sempre existe”, lamentou.

Segundo Edson, a situação causa estranheza, sobretudo por se tratar de um espaço muito procurado para fotografias e momentos de lazer. “É um jardim muito frequentado, inclusive por pessoas que vêm tirar fotos. Mas, quando chegam e vêem o lixo espalhado, muitas acabam por desistir”, acrescentou. Julay Jonasse, também frequentador do recinto, relatou que o problema está ligado não apenas à limpeza insuficiente, mas também à ausência de condições adequadas para o depósito de resíduos. Entende que, eventualmente, a situação resulte também da falta de sensibilização dos utentes e sugeriu que haja “um trabalho mais amplo que inclui cartazes ilustrativos para sensibilizar as pessoas a não deitar lixo no chão. Os depósitos de lixo podiam ser maiores, melhor sinalizados e em maior número porque o jardim é grande”.

REFEIÇÕES NO RECINTO

Já Elias Silva dirige-se ao jardim para fazer as suas refeições durante a pausa para o almoço, mas diz que as actuais condições dificultam a permanência no local. “É triste ver o jardim assim. Venho aqui duas vezes por semana e raramente vejo agentes de limpeza”, contou. Além do lixo, Elias chama atenção para a presença de águas paradas em determinadas áreas, o que, segundo ele, agrava a sensação de falta de zelo.

Explicou ainda que as águas paradas dificultam a circulação em alguns pontos. “E corremos o risco de sofrer acidentes. Mas um jardim deve transmitir tranquilidade, organização e bem-estar, e isso exige manutenção regular e parece que há défice neste local”, explicou.  Leia mais…

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