PME desafiadas a integrar normas técnicas nos seus processos produtivos

PME desafiadas a integrar normas técnicas nos seus processos produtivos

Por MOZTIMESMaputo (MOZTIMES) – O Instituto Nacional de Normalização e Qualidade (INNOQ) exortou as pequenas e médias empresas (PME) a integrarem normas técnicas nos seus processos produtivos como medida essencial para garantir qualidade, segurança e competitividade.Segundo o director-geral do INNOQ, Geraldo Albazine, falando à imprensa na sexta-feira, em Maputo, na abertura de um seminário sobre Infraestruturas de Qualidade para MPME, realizado no âmbito do Programa de Parceria para a Normalização, o uso de normas técnicas é crucial para assegurar a qualidade dos produtos.Albazine explicou que, embora a adopção de normas técnicas e certificação seja voluntária, o INNOQ tem promovido seminários e oficinas de capacitação para sensibilizar as empresas sobre a importância de adoptar boas práticas que garantam produtos e serviços seguros, que não prejudiquem a saúde pública nem o ambiente.“A fiscalização surge numa fase posterior. Nesta etapa, a prioridade é orientar as empresas sobre o que devem fazer e como devem proceder para assegurar o cumprimento dos requisitos estabelecidos”, afirmou.O projecto, implementado em parceria com o British Standards Institution (BSI), já apoia 15 pequenas empresas e beneficia indirectamente cerca de 100, maioritariamente ligadas ao sector agrícola, em particular às cadeias de valor da macadâmia e da castanha de caju.“O nosso desejo é que 1.000, 2.000 ou mais empresas beneficiem desta iniciativa, para que possam colocar os seus produtos, com segurança, nos mercados mais exigentes e assegurar o crescimento. O projecto não concede financiamento directo às empresas, mas oferece formação e orientação técnica para que cumpram os requisitos necessários à exportação”, disse.Explicou ainda que a adopção de normas implica investimentos, sobretudo em ensaios laboratoriais e no cumprimento de parâmetros técnicos.Por seu turno, Galiza Macome, director de Desenvolvimento Central e Serviços de Produção no Instituto do Amêndoa de Moçambique (IAM), afirmou que as infraestruturas de qualidade constituem um dos “pilares silenciosos” mais determinantes para o desenvolvimento económico sustentável.A adopção de mecanismos de qualidade, acrescentou, reforça a confiança do mercado, protege os consumidores, promove a inovação e reduz as barreiras técnicas ao comércio, especialmente em cadeias estratégicas como as da castanha de caju e da macadâmia.“Para as PME, compreender e integrar mecanismos de qualidade não é apenas uma exigência técnica, mas uma condição estratégica para o crescimento, a competitividade e a prosperidade. É igualmente importante favorecer a acreditação para o reconhecimento internacional das certificações emitidas em Moçambique, permitindo que os produtos nacionais sejam aceites além-fronteiras e integrados nas cadeias de valor regionais e globais”, afirmou.Vânia Dava, falando em representação do Reino Unido, disse que o seu governo financia o Programa de Parceria para a Normalização como forma de apoiar um crescimento económico sustentável e inclusivo em Moçambique. “O programa foi concebido para desbloquear oportunidades económicas, reforçando a capacidade dos países em desenvolvimento de adoptar e cumprir normas internacionais que abrem portas a novos mercados e cadeias de valor globais”, afirmou. (MT)

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