82
]]>
Passageiros retidos na cidade de Xai-Xai, devido ao corte da circulação rodoviária provocado pelas cheias, reclamam o elevado custo do transporte marítimo utilizado como alternativa para a travessia entre Xai-Xai-Chicumbane e outros destinos.
A reclamação foi apresentada hoje, durante a visita da governadora da província de Gaza, Margarida Mapandzene Chongo, ao ponto de travessia Xai-Xai–Chicumbane.
Os utentes pedem a redução das tarifas, alegando dificuldades financeiras agravadas pela situação de emergência.
“Estamos a pedir descontos. Estamos a passar mal, os preços são muito elevados. Venho de Inharrime com destino para Namaacha com a minha família, somos seis pessoas e estão a cobrar 500 meticais por cada uma. Se baixassem para 300 ou 350 meticais seria melhor”, afirmou um dos passageiros, Mussa Manuel.
Após a visita aos pontos de travessia marítima e ao bairro 8, da cidade de Xai-Xai, a governadora fez uma avaliação positiva do funcionamento do transporte alternativo, apesar das limitações.
Segundo explicou, a travessia está a ser assegurada por agentes económicos locais, com uma média diária de transporte entre 700 e 750 pessoas, nos dois sentidos, através de cerca de cinco embarcações, cada uma com capacidade para sete a oito passageiros por viagem.
Margarida Chongo reconheceu, no entanto, que a via marítima constitui apenas uma solução temporária.
“É nossa preocupação que a via terrestre seja restabelecida o mais rápido possível. Esta forma de transporte é uma alternativa, mas não a mais segura nem a mais eficiente para as pessoas e bens”, sublinhou, acrescentando que o corredor é usado por passageiros e mercadorias provenientes não só de Gaza, mas também de outras províncias, como Nampula, ligando o sul ao centro e norte do país.
No bairro 8, na Estrada Nacional Número Um (EN1), a governadora explicou que, mesmo com a descida das águas, será necessária uma intervenção técnica para repor a transitabilidade, incluindo o enchimento com pedra e areia, devido à existência de um grande vão por baixo da estrada.
Relativamente aos preços, a governante esclareceu que, numa fase inicial, os operadores cobravam cerca de mil meticais por passageiro, valor que foi reduzido para 500 meticais após negociações com o Governo provincial. “Ouvimos a reclamação da população e o processo de negociação continua, no sentido de se chegar a valores entre 300 e 400 meticais, tendo em conta também os custos de operação, como o combustível”, explicou.
No que diz respeito a segurança, Margarida Chongo garantiu que as normas estão a ser cumpridas, com o uso obrigatório de coletes salva-vidas por todos os passageiros.
Referiu ainda que, apesar de um incidente recente em que uma embarcação encalhou com sete passageiros, não houve vítimas, graças ao cumprimento das medidas de segurança. “Até ao momento, não registámos nenhum caso de morte associada a esta travessia”, assegurou.
