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– defende Filimone Meigos, em entrevista ao domingo
TEXTO DE NEYMA DE JESUS E REGINA NAETE
Homem das artes e cultura, da academia e de vários outros eixos. Ascendeu, recentemente, ao cargo de secretário-geral da Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO). Filimone Meigos defende a literatura como bem colectivo, instrumento de pensamento crítico e elemento central na construção da identidade moçambicana.
Em entrevista ao domingo, fala da urgência de elevar o nível de literacia no país, da necessidade de recuperar a substância no fazer literário e de devolver à AEMO o seu papel, enquanto espaço de pensamento, diálogo intergeracional e intervenção cultural.
Segue a entrevista em discurso directo. De forma geral, quais as mudanças que gostaria de ver na sociedade?
Como sou professor, vou dividir por capítulos. Eu sou de uma geração que, por contingência da própria história, fui socializado para dar primazia às coisas colectivas. Portanto, sou uma pessoa de esquerda. Não vou no sentido etimológico, mas, esquerda para dar prioridade ao colectivo, inversamente ao individualismo. Então, o colectivo precisa de muitas coisas. E esta tomada de posição é de crítica ao neoliberalismo que, como filosofia de vida, da economia, da política, dá primazia ao individual.
O que isso significa para a AEMO?
Trazer os associados de volta. Ter em conta a sustentabilidade intergeracional. Esses são os dois eixos extra literários que têm a ver com o fenómeno literário em si. Por exemplo, no meu tempo, havia uma colecção chamada “Início”, que acolhia jovens que estavam a iniciar a escrever. Queremos reabilitá-la. Também dar apoio técnico aos jovens, coisas que a AEMO fazia e deixou de fazer por motivos vários. Leia mais…
