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TEXTO DE ISABEL JEREMIAS
O preço do carvão vegetal registou uma subida acentuada neste mês de Janeiro, na cidade de Chimoio, província de Manica, situação que está a preocupar grande parte da população que depende deste produto para a confecção diária de alimentos.
Um saco de carvão vegetal que antes custava entre 450 e 500 meticais passou a ser comercializado a preços que variam de 900 a 1000 meticais, um cenário que pesa significativamente no orçamento de muitas famílias, sobretudo das donas de casa.
De acordo com vendedores do carvão vegetal, o aumento resulta das chuvas intensas que se fazem sentir nos últimos dias em quase todo país, que dificultam a produção e transporte do produto até aos principais mercados da cidade.
A dona de casa, Victoria Chingore, mostrou preocupação face à subida dos preços e explicou que o aumento poderá interferir directamente na dieta alimentar da família.Indicou que para reduzir custos recorre à lenha para cozinhar alimentos que levam mais tempo para a sua cozedura, como feijão e algumas carnes.
Por sua vez, Maria Joaquim afirmou que a nova realidade de preços poderá forçá-la a abandonar o uso do carvão vegetal e optar pelo gás de cozinha, que considera mais económico e duradouro a médio prazo.
Já Ancia Orlando, entrevistada no momento em que adquiria um saco de carvão no mercado de Catanga, em Chimoio, disse ter ficado surpreendida com os preços praticados porque o valor adicional gasto na compra do carvão obrigou-a a reajustar o orçamento doméstico, retirando recursos que estavam destinados à aquisição de outros produtos alimentares.
Por sua vez, a consumidora Ancia Orlando apela às autoridades competentes para que encontrem mecanismos que permitam ajustar e estabilizar o preço do carvão vegetal.
