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TEXTO DE BERNARDO JEQUETE
O livro de crónicas intitulado “A África deve ser estudada” da autoria do escritor, pesquisador e jornalista Ortega Teixeira, foi hoje lançado na cidade de Chimoio, província de Manica.
Trata-se de uma obra prefaciada por Francisca Tomás, governadora de Manica, e apresentada pela reitora da Universidade Púnguè (UniPúnguè) Emília Nhalevilo.
Durante o acto de lançamento, Francisca Tomás disse que a obra deve ser vista como integrante do vasto acervo bibliográfico do país, pelo facto de revelar o mosaico cultural nacional e do continente africano, pois possui 101 histórias num total de 224, páginas, que exploram a diversidade cultural e complexidade das tradições do povo africano.
Apontou ainda a importância da cultura africana e a necessidade de se incentivar os fazedores da arte. “África possui muitos mitos e histórias que, contadas, podem suscitar dúvidas, por isso convido a todos a adquirir o livro visando beber das histórias que constam desta obra”.
A apresentadora do livro, Emília Nhalevilo, elogiou a coragem e perseverança do autor para a preservação da identidade cultural. “Um povo sem história é um povo sem identidade.
O livro é sociológico, literário e representa os modus vivendo do povo africano”. Já o autor realçou a necessidade de se valorizar a ciência africana. “A feitiçaria, a bruxaria e a magia fazem parte da ciência africana, mas o ocidente desvaloriza isso. O grande desafio tem a ver com o papel das academias na transformação da oralidade numa ciência e conciliar com a globalização”.
O livro está disponível para compra e pode ser adquirido em livrarias e de forma on-line on-line a mil meticais e possui 500 exemplares.
