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A dinâmica da vida a dois, ou mesmo a vida partilhada em qualquer contexto familiar, pressupõe um equilíbrio de tarefas e responsabilidades. No entanto, nos dias que correm se observa um fenómeno que se caracteriza por os indivíduos do sexo masculino fugirem dos seus deveres no lar. À boca pequena, diz-se que uns e outros se identificam com o género masculino de forma “sazonal”, sendo que, “quando estão fora de casa, transformam-se em mulher, mas quando regressam ao calor do lar, voltam a ser papá da casa”, para disso tirar algum proveito.
E quem anda estarrecida com essas mudanças é a vovó Maria Chilaúle, residente na cidade de Maputo. Ela deixa claro que, “quando nós nascemos, não havia isso, ou melhor, até havia mas em poucas famílias. Hoje em dia, é como se fosse divertimento. Alguns até gingam quando caminham. Fazem ntsam ntsam ntsam…. Mas, o que atrapalha esses homens são demónios. Muitos deles fazem porque querem ganhar dinheiro; é um negócio”.
A verdade é que se afirma que há homens que sustentam os respectivos lares com base no que ganham dos amantes (homens).
Mas, será mesmo verdade?! domingo
perguntou, em jeito de provocação, à vovó Maria Chilaúle. Ela respondeu nos seguintes termos: “Vapfuniwa a madespesa (são ajudados nas despesas de casa)”.
Consequentemente, o coração de mãe chora: “É triste ver isso, porque eu também sou mãe. Quando cresci, não vivi essa realidade”.
