África do Sul:  27 mil prisioneiros estrangeiros poderão ser repatriados para descongestionar cadeias

África do Sul:  27 mil prisioneiros estrangeiros poderão ser repatriados para descongestionar cadeias

O Ministro sul-africano de serviços correcionais está a pressionar para que todos os 27 mil prisioneiros estrangeiros sejam repatriados, para descongestionar as cadeias da África do Sul.

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Pieter Groenewald, que é igualmente líder do Partido FF Plus, esteve no Parlamento sul-africano para responder sobre as medidas do Governo de Unidade Nacional para acabar com a superlotação das cadeias.

O Ministro revelou, quarta-feira, que o executivo está a avaliar a forma como pode conduzir o processo de repatriamento dos detidos estrangeiros.

Groenewald alerta que o processo vai levar tempo porque, primeiro, há que fazer alterações á legislação para garantir que todos os estrangeiros que estão nas celas sul-africanas regressem aos países de origem para o cumprimento de penas.

Em meados deste ano Gronewald revelou que o Governo gastava, todos os dias 11 milhões de rands para cuidar dos estrangeiros encarcerados nas nove províncias sul-africanas.

Na altura, os dados apontavam para 24 mil estrangeiros presos, cada um deles com  um gasto diário de 463 rands.

A África do Sul tem a maior população prisional do continente, com 160 mil pessoas encarceradas.

As condições de detenção variam em todo o território. Muitas instalações prisionais carecem de infraestruturas adequadas, higiene e qualidade alimentar.

A superlotação de cadeias na África do Sul é um problema grave nos centros de detenção provisória e nas instalações localizadas no meio urbano.

Há relatos dando conta de que vários estabelecimentos prisionais têm uma taxa de ocupação superior a 200 por cento. Em 2023, a cadeia de King William’s Town, na província do Cabo Oriental, chegou a estar perto dos 270 por cento da taxa de ocupação.

 A superlotação das cadeias sul-africanas é atribuída à acumulação de processos nos tribunais, à burocracia, às penas mínimas, ao acesso limitado a programas obrigatórios de pré-libertação e à prisão preventiva prolongada, que por vezes dura vários anos.

As dificuldades financeiras também impedem a libertação de reclusos, uma vez que muitos não conseguem pagar multas ou  caução.

Um número crescente de reclusos sem julgamento está também a ser mantido por longos períodos em celas policiais. (RM Johannesburg)

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