"Zero remorsos", bolsos cheios. Opção de Amorim não joga há... 1.028 dias

"Zero remorsos", bolsos cheios. Opção de Amorim não joga há… 1.028 dias


Tom Heaton é um caso paradigmático, no futebol inglês, uma vez que aufere qualquer coisa como 45.000 libras (51.176 euros) brutos por semana, mas a verdade é que já não sabe o que é jogar desde… 1 de fevereiro de 2023, quando Erik ten Hag lhe entregou a baliza do Manchester United, no triunfo conquistado sobre o Nottingham Forest, em Old Trafford, por 2-0, que valeu o apuramento para a final da Taça da Liga.

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Esta quarta-feira, quando se cumprem 1.028 dias de ‘jejum’ no que a futebol praticado diz respeito, o jornal britânico The Guardian publica uma extensa entrevista com aquele que é o terceiro guarda-redes dos red devils, atrás de Senne Lammens e Altay Bayindir, na hierarquia instalada pelo treinador português Ruben Amorim, na qual o próprio ‘chuta para canto’ as perguntas sobre a eventual “desilusão” a propósito da parca utilização: “Já houve, por vezes, mas não seria justo falar sobre isso, nesses momentos”.
“A sensação não te deixa. Eu continuo a tentar agarrar aquele lugar, por isso, nesse sentido, nos dias de jogo, pode ser difícil sentar-me na bancada. Faço o aquecimento com os rapazes, e, depois, troco novamente de roupa, para desempenhar esse papel de apoio, atirou o jogador de 39 anos de idade, que está no último ano de contrato com a histórica formação da Premier League.
“Zero arrependimentos”
Natural de Chester, em Inglaterra, Tom Heaton completou formação, precisamente, no Manchester United, clube que acabou, no entanto, por abandonar, em 2010, sem somar um único minuto pela equipa principal, após empréstimos consecutivos a Swindon Town, Royal Antwerp, Cardiff City, Queen’s Park Rangers, Rochdale e, finalmente, Wycombe Wanderers.
Daí em diante, seguiram-se passagens por Cardiff City (desta feita, a título definitivo), Bristol City, Burnley e Aston Villa, até que, em 2021, tomou a decisão de regressar a Old Trafford. Desde então, foi utilizado em apenas três jogos oficiais, mas garante que não guarda qualquer tipo de remorso.
“A minha perspetiva pode, por vezes, estar à beira de tornar-se iludida. Eu percebo o ponto de vista da coisa, mas pensei ‘Vou assumir isso mesmo’. O lado lógico do meu cérebro sabia que, vindo para cá, aos 35 anos de idade, seria, provavelmente, mais para desempenhar este papel, mas tenho zero arrependimentos. Tenho adorado estar cá”, sublinhou.
“Há uma grande parte da minha história pessoal envolvida nisto. A oportunidade de voltar, de fazer parte disto e de tentar levar o clube de volta à rota do sucesso era demasiado boa para rejeitar”, prosseguiu o internacional inglês, cujos dois filhos alinham ao serviço dos escalões jovens dos red devils.
A “fundamental” reunião com Ruben Amorim
A terminar, Tom Heaton ‘levantou o pano’ sobre uma “fundamental” reunião convocada por Ruben Amorim, na pré-temporada, na qual o treinador português explicou, ao detalhe, todos os planos que tinha em mente para conseguir reerguer o Manchester United, após tantos anos de desaires.
“Isso foi importante, uma vez que deu para estabelecermos este tipo de coisas, mas é preciso haver uma influência”, rematou.
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