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Grande parte dos negócios criados por empreendedores brasileiros em Portugal falha devido às dificuldades com as declarações de impostos e com a burocracia da Segurança Social. Para ajudar quem está no caminho de criar sua própria empresa, o Núcleo de Lisboa do Grupo Mulheres do Brasil vai dar uma formação sobre o tema. O curso, em horário noturno – das 19 às 21 horas – vai ocorrer online de 2 a 4 de dezembro.Izabela La Cava, que faz parte do colegiado que lidera o Núcleo de Lisboa, conta a razão pela qual foi organizada a formação. “A gente tem percebido que as pessoas têm dificuldade com a contabilidade e com as finanças. Até porque tem muitas mulheres vem morar em Portugal e acham que é a mesma coisa que fazer negócios no Brasil. E não é”, assegura.Ela conta que há muitas diferenças e que abrangem em várias áreas. “Tem muitas particularidades, tanto a nível cultural, quanto na legislação. É preciso que as empreendedoras se adaptem”, frisa Izabela.Izabela chama a atenção para algumas das diferenças que é necessário ter em conta ao abrir um negócio em Portugal. “É preciso ter atenção à estrutura da contabilidade. Também a nível de regulamentação é preciso agir de outra forma em relação ao que se faz no Brasil”, ela alerta.No curso, organizado pelo Comitê de Empreendedorismo do núcleo, a formação será dada por três pessoas: Lucilene Caetano, Lucila Karmaluk Pena e Cristina Barata. “A Lucilene é especialista em contabilidade, com 26 anos de experiência. A Lucila tem doutorado em Gestão e Administração de Empresas, e conta com mais de 15 anos no setor bancário. E a Cristina, que criou uma mediadora de seguros, é a líder do Comitê de Empreendedorismo do Núcleo de Lisboa do Grupo Mulheres do Brasil”, afirma Izabela.Segundo Izabela, tanto Lucilene quanto Lucila são voluntárias do Grupo Mulheres do Brasil. “Elas têm uma expertise que faz parte do nosso banco de talentos. Temos, no grupo, mulheres com formações espetaculares que querem retribuir para a sociedade”, frisa.Contando que a formação não se destina apenas a brasileiras, Izabela relata que não é a primeira vez que o grupo realiza cursos e formações para empreendedoras. “A gente, dentro do Comitê de Empreendedorismo, desenvolve oficinas e palestras, em média, uma vez a cada mês.”Segundo dados do Observatório das Migrações, a maior parte dos empreendedores brasileiros em Portugal são mulheres, ainda que na formalização de negócios e criação de empresas, o maior número seja de homens. O curso pode ajudar a equilibrar essa situação. “Ele está sendo projetado para criar um ambiente de segurança e de conhecimento de maneira que a empresária possa crescer o seu negócio de maneira sustentável através do conhecimento da legislação e da cultura empresarial em Portugal”, conclui Izabela.Ambiente de negóciosIzabela conta que o grupo, cujo núcleo de Lisboa já tem oito anos, acaba por funcionar como um ambiente de estímulo e apoio aos negócios. “É uma rede. Há trocas, organicamente. No voluntariado, ao mesmo tempo que você ajuda, está sendo ajudado porque a partir do momento que faz parte do grupo, está em contato com um grande número de mulheres”, relata Izabela.A forma como as participantes do grupo se ajudam é descrita por Izabela como orgânica. “Se eu preciso de uma contabilista, vou buscar alguém do grupo. Quando penso em alguém para fazer um bolo de aniversário para meu filho, vejo se tem uma pessoa que faz isso no grupo. Acaba sendo uma forma de estimular os negócios”, descreve.
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