Fundo Monetário Internacional (FMI) e governo do Malawi, iniciam esta segunda-feira uma ronda negocial, em busca de consensos para uma possível retoma do financiamento através da Linha de Crédito Ampliada.
Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!O FMI encerrou o seu programa de crédito ampliada de quatro anos com o Malawi em Maio de 2025, devido à incapacidade do governo de aderir às medidas de austeridade acordadas e à dívida externa insustentável.
O Malawi só conseguiu aceder a uma pequena parte do financiamento de 175 milhões de dólares, antes do encerramento.
Nas negociações que terão a duração de 5 dias com lugar a cidade de Lilongwe, o pano de fundo será o fim da fixação da taxa de câmbio, para que seja mais flexível e determinada pelo mercado que, no caso do Malawi, pode ser amplamente alcançada por meio de desvalorização e posterior flutuação para ajudar a sustentar a estabilidade macroeconómica.
Para o credor multilateral, esta medida auxiliaria a economia a absorver choques enquanto reconstrói as suas reservas cambiais, contudo, o governo de Peter Mutharika alega que tal medida poderia elevar drasticamente os preços e agravar a inflação.
O fundo também está pressionando pelo ajuste fiscal focado na receita, a fim de começar a estabelecer credibilidade, fortalecer a equidade e a auto-suficiência, controlar os gastos, reduzir as vulnerabilidades da dívida pública e apoiar o investimento e a desinflação.
O FMI já exigiu a implementação completa do Sistema Integrado de Gestão Financeira e Informação em todas as agências governamentais, a redução das distorções na economia, a adopção de um regime fiscal rigoroso para a mineração, a eliminação de encargos regulatórios, a implementação das recomendações de salvaguarda no Banco Central do Malawi e a continuidade das reformas de governança e transparência.
Analistas económicos como Sylvester Malumba disse que estas condições rigorosas devem ser esperadas pelos malawianos, pois o apoio do FMI vem acompanhado de metas de reforma que precisam serem cumpridas.
Com uma dívida pública total de 21 triliões de kwachas, o equivalente a quase 88% do seu Produto Interno Bruto (PIB), dificulta a obtenção de uma trajectória macroeconómica sustentável para o país. (RM Blantyre)
