Quais são os mil restaurantes considerados os melhores do mundo pela La Liste? Trata-se de uma lista criada por França como resposta a outros rankings mundiais na área da restauração e, na La Liste 2026 estão 17 restaurantes portugueses. O Ocean do Vila Vita Parc, em Porches, Algarve é o mais bem cotado (96,5).Para além do Ocean, com duas estrelas Michelin e sob a batuta de Hans Neuner, a representação de Portugal na lista faz-se ainda com o Belcanto de José Avilez, em Lisboa; o II Gallo d’Oro (duas estrelas) de Benoît Sinthon, no Funchal; o The Yeatman (duas estrelas) de Ricardo Costa; o Vila Joya (duas estrelas) também no Algarve, Albufeira, do chef Dieter Koschina.Seguem-se a Fortaleza do Guincho (uma estrela) de Gil Fernandes; a Casa de Chá da Boa Nova (duas estrelas) de Rui Paula; o Cura (uma estrela), restaurante do Ritz, em Lisboa, com Rodolfo Lavrador; Le Monument (uma estrela) de Julien Montbabut; Euskalduna Studio (uma estrela) do chef Vasco Coelho Santos; Antiqvvm (duas estrelas) de Vítor Matos; e Pedro Lemos (uma estrela) — todos no Porto —; o Alma (duas estrelas) de Henrique Sá Pessoa; o Feitoria (uma estrela) de André Cruz; Fify Seconds Martin Berasategui (uma estrela); Marlene (uma estrela) da chef Marlene Vieira — todos em Lisboa —; e a Herdade do Esporão (uma estrela) de Carlos Teixeira, em Reguengos de Monsaraz.Como se faz a lista?A lista dos mil melhores restaurantes do mundo é formada com a ajuda de um algoritmo que analisa mais de mil publicações, guias, jornais, revistas e avaliações online de 200 países, num sistema que se pretende mais rigoroso que o das listas feitas com a votação de especialistas e que atribui uma pontuação até 100 pontos.Pela primeira vez, há dez restaurantes que partilham a nota máxima (99,5) e dividem o número um do ranking mundial. São eles Le Bernardin, em Nova Iorque; SingleThread, na Califórnia; Matsukawa, no Japão; Lung King Heen, Hong Kong; Cheval Blanc by Peter Knogl, na Suíça; Da Vittorio, em Itália; Guy Savoy, em Paris; Robuchon au Dôme, em Macau; Martín Berasategui, em Espanha; e Schwarzwaldstube, na Alemanha.
Além do ranking dos melhores do mundo, a La Liste atribuiu outros 14 galardões entre 37 personalidades da área da gastronomia. Entre os prémios estão a distinção Novo Talento do Ano 2026, entregue a Fabrício Lemos e Lisiane Arouca, chef’s brasileiros do restaurante Origem, em Salvador, Brasil; e o prémio Impacto Culinário entregue a Daniel Boulud, de Nova Iorque. O Prémio Inovação foi entregue ao chef sueco Björn Frantzén e a Indonésia foi considerada o “novo destino campeão” da La Liste 2026.No comunicado, a organização partilha que a recente lista dá conta de um “panorama em rápida mudança” e que “a gastronomia global nunca foi tão fragmentada, móvel e criativa”. Lê-se no site oficial da La Liste: “Desde a reinterpretação do património até à ascensão da Ásia, passando pela reestruturação económica e pelo rigor técnico europeu, o centro global do paladar está a mudar e a ser redefinido.”Texto editado por Bárbara Wong
