O debate entre Henrique Gouveia e Melo e Jorge Pinto foi um exercício de marcação de diferenças, sempre com cordialidade. Enquanto cada um expunha a sua ideia de Presidência, foram evidenciando distâncias que atravessaram toda a conversa. A discussão sobre utopias sintetizou essa clivagem. Gouveia e Melo apresentou-se como um candidato “mais velho” e, por isso, mais cuidadoso “com as utopias”, enquanto Pinto contrapôs sem hesitar que há “utopias pelas quais vale a pena lutar”. Em vários momentos, o deputado do Livre tentou levar o almirante na reserva para zonas de conflito, convocando temas em que este evita compromissos. Paradoxalmente, foi nesses momentos que mais Gouveia e Melo acenou em concordância. O tom manteve-se sereno até ao minuto final, quando o apoio de José Sócrates ao almirante na reserva entrou em cena. Gouveia e Melo não escondeu a irritação, terminando o debate mais incomodado com o moderador do que com o adversário.Os leitores são a força e a vida do jornalO contributo do PÚBLICO para a vida democrática e cívica do país reside na força da relação que estabelece com os seus leitores.Para continuar a ler este artigo assine o PÚBLICO.Ligue – nos através do 808 200 095 ou envie-nos um email para assinaturas.online@publico.pt.
Na guerra de utopias, Jorge Pinto “picou” Gouveia e Melo mas foi Sócrates quem o irritou
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