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TEXTO DE MICAELA MEQUE
O aumento de consumo de de droga em África, entre pessoas de 15 a 64 anos, está a preocupar autoridades em África. A informação foi avançada semana finda pelo representante da Agência das Nações Unidas sobre Droga e Crime em Moçambique (UNODC), António de Vivo, durante abertura da Reunião de Peritos Técnicos sobre a Elaboração do Plano de Acção da União Africana para o Controlo de Drogas e Prevenção da Criminalidade (2026-2030), realizada em Maputo.
Segundo o representante, o controlo de drogas e a prevenção do crime continuam a ser um dos desafios mais urgentes em todo continente africano.
económicas dos nossos países. Para combater o tráfico de droga, é necessária uma resposta coordenada, baseadas em dados concretos e inclusivo,” alertou .
Assegurou, ainda, a necessidade de uma reacção que reflicta as aspirações da agenda 2063 e esteja alinhada com os compromissos globais assumidos no âmbito das Convenções da ONU, bem como com as normas internacionais da UNODC e da OMS sobre a prevenção do uso de drogas e tratamentos de toxicodependência.
“O consumo de opiáceos, impulsionados pelo Tramadol, que afecta já um ponto quatro por cento da população africana entre 2019 e 2023, a África registou 57 por cento de todas as apreensões de opiáceos farmacêuticos a nível global…. As apreensões de cocaína relacionadas com este continente aumentaram de 48 por cento em 2023”.
Destacou que há uma crescente procura e desenvolvimento das redes de tráfego. Em África, a heroína em trânsito está a alastrar-se para o consumo local. E a elevada prevalência do HIV entre pessoas que injectam drogas são desafios fundamentais. “A elevada prevalência de pessoas que injectam drogas continua a ser um problema na África Ocidental e Central, enquanto a taxa de infecções por HIV e hepatite “C” em pessoas que introduzem drogas é particularmente preocupante na África Austral ”, afirmou.
António de Vivo salientou que a abordagem deve ser abrangente e igualmente integrada; que a saúde pública e a redução da procura devem ser priorizadas. “É fundamental garantir que os serviços de prevenção, tratamento e reabilitação sejam acessíveis e integrados nos sistemas de saúde”, concluiu. (x)
