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A pesquisa em saúde desenvolvida na rua 12, da vila do distrito da Manhiça, na província de Maputo, tem feito eco no mundo. Depois do seu destaque em estudo sobre a malária em mulheres grávidas, os laboratórios do Centro de Investigação em Saúde da Manhiça (CISM) trabalham a todo o vapor para trazer uma nova vacina contra o bacilo da tuberculose, cem anos depois do surgimento da primeira e única em uso – conhecida pela sigla BCG.
Vive-se um clima de ansiedade nos laboratórios do centro de pesquisa. E, não é para menos. As atenções estão centradas na busca de um imunizante que faça face às limitações e à reduzida eficácia que o criado em 1921 apresenta no contexto actual.
Francisco Saúte, director-geral do CISM, abriu as portas da casa e recebeu a equipa do domingo para partilhar, com mais detalhes, os contornos desta aposta. “Do total de 70 pesquisas que o centro está a desenvolver, esta é a inovadora e estratégica. Por isso estamos ansiosos”, confessa que, com cautela e serenidade, recordou do propósito para o qual foi criado, ainda em tempos que classificou como desafiantes para o país, da responsabilidade que o centro de pesquisa carrega na região e no mundo e dos desafios que os novos tempos apresentam.
resentam. Conta que a nova aposta do CISM iniciou no ano passado, prevê-se uma duração de três anos e foi financiada pela EDCTP (European & Developing Countries Clinical Trials Partnership), uma organização europeia virada para área de investigação clínica. Leia mais…
