Guia Michelin Espanha: sem novos três estrelas, mas com estrelas verdes

Guia Michelin Espanha: sem novos três estrelas, mas com estrelas verdes

Thank you for reading this post, don't forget to subscribe!

Foram entregues esta terça-feira, 25 de Novembro, as estrelas do Guia Michelin Espanha e Andorra. Há cinco novos restaurantes com duas estrelas, 25 receberam pela primeira vez uma estrela e não houve novidades nos três estrelas. Ao contrário do que se pensava na sala e na imprensa espanhola, nenhum restaurante se juntou aos 16 que já tinham alcançado a distinção mais alta do famoso guia em 2024.A gala realizou-se no Sohrlin Andalucía, em Málaga, e o seu início desvendou uma das dúvidas da noite: seriam ou não atribuídas estrelas verdes? A resposta é sim. Nesta categoria, foram mencionados cinco novos restaurantes, perfazendo agora 59 no total, cinco anos depois da primeira atribuição.“Não é uma distinção nem uma certificação ambiental, mas sim um impulso para fomentar o diálogo e a partilha de conhecimentos e servir de exemplo para a sociedade e para o futuro da restauração”, disse o apresentador da gala, Jesús Vásquez.Ama (Tolosa, Gipuzkoa), Bakea (Mungia, Biscaia), Garena (Dima, Biscaia), Hika (Villabona, Gipuzkoa) e Terrae (Port de Pollença, Maiorca) são os novos restaurantes com estrela verde. “Representam uma gastronomia dinâmica, impulsionada por abordagens autênticas e práticas inspiradoras que estão a moldar o futuro do sector”, afirmam os responsáveis da Michelin.Recorde-se que, em Outubro, circulou a informação nas redes sociais de que as estrelas verdes teriam desaparecido. Na altura, fonte do guia afirmou à Fugas que o que tinha mudado era a forma de apresentação. Deixaram de aparecer no topo da página de cada restaurante, surgindo agora junto de uma citação do chef.Momento alto da noiteNesta edição, que celebra também o 125.º aniversário do Guia Michelin, que começou por ser um guia gratuito atribuído aos automobilistas franceses, sem novidades nas três estrelas, o momento mais alto da noite foi a distinção de cinco novos restaurantes com duas estrelas: três em Barcelona (Aleia, Enigma e Mont Bar), um em Bellvís, outro em Lleida (La Boscana) e o último em Madrid (Ramón Freixa Atelier). São agora 37 os restaurantes nesta categoria que, segundo o guia, oferecem “uma gastronomia excepcional que faz valer a pena qualquer viagem culinária”.O aplauso da noite foi para Albert Adrià, quando foi anunciada a segunda estrela para o Enigma, A sala levantou-se para homenagear o irmão de Ferran Adrià. No Enigma, com os seus “25 pratos, pretende apresentar aos comensais quase todas as técnicas culinárias existentes”, sendo que muitos dos pratos são terminados à mesa.Com os 25 novos restaurantes com uma estrelas Michelin, o número total de restaurantes com essa distinção é agora de 254 estabelecimentos. É nesta categoria que se encontra o único restaurante premiado de Andorra – Ibaya (Soldeu).
Além dos premiados com as estrelas, 29 novos restaurantes foram agraciados com a distinção Bib Gourmand. Este prémio do Guia Michelin, atribuído desde 1997, reconhece “restaurantes seleccionados que oferecem comida de alta qualidade a preços moderados”. Ao todo são 204 estabelecimentos nesta categoria.Quique Dacosta, chef do restaurante com o mesmo nome (Dénia, Alicante) com três estrelas Michelin, foi galardoado com prémio Michelin Chef Mentor 2026 pela sua transmissão de conhecimento.O prémio Michelin 2026 para o serviço foi atribuído a Abel Valverde, chefe de sala do restaurante Desde 1911 (Madrid), detentor de uma estrela. O prémio Michelin Sommelier 2026 foi atribuído a Luis Baselga, chefe de garrafeira do restaurante Smoked Room (Madrid), com duas estrelas. O prémio Michelin Jovem Chef 2026 foi atribuído a Juan Carlos García (32 anos), que lidera o restaurante Vandelvira (Baeza, Jaén), galardoado com uma estrela.A atribuição das estrelas foi intervalada com momentos do espectáculo Imagine, que está em cena no Sohrlin, local onde se realizou a gala, que, além de uma sala de espectáculos, é uma escola de teatro, dança e circo do actor Antonio Banderas e do produtor Domingo Sánchez.Quando lhe deram a palavras, Banderas lembrou que ele próprio tem ligação ao mundo das restauração, pois é proprietário de oito restaurantes, e comparou o mundo do espectáculo com o da gastronomia. “São mundos de sacrifício e muito competitivos que seguem receitas. Na cultura, também vamos aos mercados quando fazemos audições e depois cozinhamos o que vamos fazer”, assegurou.Já Maria Paz Robina, CEO da Michelin Espanha, lembrou o trabalho dos inspectores. “A avaliação deles pode mudar a vida das pessoas”, realçou. Na plateia do Sohrlin, estiveram vários representantes das gastronomia portugueses, a saber: Ricardo Costa, Henrique Sá Pessoa, Rui Paula e Dieter Koschina.A Fugas viajou a convite do Guia Michelin

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Back To Top