Avaliação das casas subiu 304 euros por metro quadrado num ano, superando dois mil euros

Avaliação das casas subiu 304 euros por metro quadrado num ano, superando dois mil euros

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Há vários indicadores a assinalar o aumento dos preços do imobiliário residencial em Portugal, e o da avaliação bancária das casas, feita no âmbito da concessão de empréstimos à habitação é um deles. Em Outubro, o valor mediano de avaliação bancária na habitação atingiu 2025 euros por metro quadrado, superando, pela primeira vez, os dois mil euros, numa série de dados iniciada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em 2011.Os 2025 euros, divulgados esta terça-feira pelo INE, representam uma subida de 30 euros face a Setembro (1995 euros), apenas mais 1,5% quando comparados com o aumento de 17,7%, ou 304 euros, face a Outubro de 2024 (1721 euros).Contudo, o aumento homólogo de 17,7% foi exactamente o mesmo registado em Setembro passado.As subidas mais intensas em termos homólogos verificaram-se na Península de Setúbal (26,7%), uma das zonas de maior crescimento de compra de habitação com recurso à garantia pública, que permite aos jovens adquirir casa com recurso a 100% de financiamento. E não se observou qualquer descida no país, na comparação homóloga.Em termos mensais, o Norte apresentou o aumento mais expressivo face ao mês anterior (2,5%), observando-se a descida mais intensa no Alentejo (-1,6%).Por tipo de imóveis, o valor mediano de avaliação bancária de apartamentos foi 2345 euros por metro quadrado (22,1% superior a Outubro de 2024), com os valores mais elevados a registarem-se na Grande Lisboa (3058 euros) e no Algarve (2757 euros), tendo o Centro apresentado o valor mais baixo (1533 euros).Nas moradias, o valor mediano subiu para 1472 euros por metro quadrado, um acréscimo de 11,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior, e os valores mais elevados observaram-se na Grande Lisboa (2711 euros) e no Algarve (2499 euros), registando o Centro e o Alentejo os valores mais baixos (1084 euros e 1146 euros, respectivamente).Os dados do INE tiveram em conta cerca de 33.900 avaliações bancárias, correspondentes a pedidos de empréstimo, o que representou uma subida de 2,8% face a Setembro, embora uma descida de 2,9% em termos homólogos.O ritmo de compra de casa com recurso a crédito continua, no entanto, elevado, incentivado por medidas públicas, como a isenção de imposto municipal sobre transmissões onerosas de imóveis (IMT) e imposto de selo, mas também pela garantia pública para jovens até aos 35 anos. Mas também pelo manutenção das taxas Euribor num patamar próximo dos 2% a 2,2%.

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