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MUNDO

Israel rende homenagem às vítimas do ataque de 7 Outubro

O povo israelita dedicou, esta quarta-feira, um minuto de silêncio pela passagem de três anos do ataque terrorista protagonizado pelo Hamas e a Jihad Islâmica vitimando 1.200 pessoas e mais 251 raptadas e tornadas reféns.

 A homenagem aos malogrados foi também marcada por críticas locais ao primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu que é acusado de ter ignorado os alertas dos ataques. Um grupo de familiares de vítimas e ex- reféns juntou-se nas imediações do Parlamento de Israel exigindo um inquérito estatal independente sobre as falhas de segurança que levaram ao ataque do Hamas. 

Em comunicado de imprensa para assinalar efeméride, a embaixada de Israel em Angola, que acumula jurisdição sobre Moçambique e São Tomé e Príncipe, reafirmou o seu compromisso com a memória das vítimas, a defesa da sua soberania e segurança dos seus cidadãos.

Se desde 24 de Fevereiro de 2022 o mundo ficou dividido devido a invasão Russa a Ucrânia, após a reacção israelita ao ataque de 7 de Outubro de 2023 ficou mais dividido ainda devido as críticas em torno da actuação do exército israelita na faixa de Gaza. As Nações Unidas (ONU) falam de genocídio, contabilizando 70 mil palestinianos mortos, facto que desencadeou o corte de relações entre o regime de Jerusalém e António Guterres, secretário-geral da ONU.  

 Nisto, a missão diplomática de Israel em Angola encoraja a adopção de uma abordagem equilibrada sobre o assunto.

“Israel exorta a comunidade internacional a manter uma abordagem equilibrada e sem selectividades, e reafirma o seu compromisso de trabalhar com parceiros estratégicos em prol da cooperação, segurança internacional e da promoção da paz”, assinala.

Recorde-se que uma iniciativa de Reino Unido, apoiada por França, Canadá e outros oito países impuseram sanções contra os assentamentos israelenses na Cisjordânia, que se resumem a proibição de importação provenientes daquele ponto.

Israel considerou a medida como um erro de cálculo e em retaliação mandou encerrar os serviços diplomáticos do Reino Unido em Tel Aviv.

O comunicado da embaixada de Israel em Angola aponta que face ao ataque que decorreu durante a celebração do Simchat torah, festividade judaica que marca a conclusão do ciclo anual de leitura da Torá (primeiros 5 livros da bíblia judaica) e do shabt, dia sagrado semanal do povo judeu, Israel continua a actuar no âmbito do direito internacional e do direitos à legitima defesa, com o objectivo de desmantelar as estruturas terroristas e neutralizar as ameaças regionais impulsionadas pelo regime iraniano e pelos seus aliados.

“A eliminação destas ameaças constitui um passo indispensável para restabelecer a estabilidade e promover uma paz duradoira no Médio Oriente”, refere o comunicado.

Em Julho do presente ano, uma delegação composta por jornalistas de Países Africanos falantes da Língua Portuguesa, neste caso, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe e Guiné Bissau, visitou Israel e de modo particular o local onde foi protagonizado o ataque. Denominado “memorial nova” em alusão ao nome do evento “festa nova”, o espaço foi transformado num verdadeiro memorial, foram colocadas fotografias das vítimas e mensagens de homenagem, que reavivam tudo o quanto sucedeu.

Na conversa com jornalistas Africanos, o porta-voz das Forças de Defesa de Israel para língua portuguesa, Major Rafael Rozenszajn assumiu possíveis falhas em alguns ataques que culminaram com o assassinato de médicos e jornalistas, bem como de outras vítimas de bombardeamentos em algumas igrejas. Declinou que Israel esteja a cometer qualquer genocídio, apontando que a repercussão negativa das incursões das tropas israelitas podem derivar da onda de solidariedade prestada pela imprensa internacional a ”supostos jornalistas” mortos que, no seu entender, vestiam capa de terroristas.   

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