Mistério em redor da curta visita do director da CIA a Moscovo
Continua envolto em mistério a curta visita que John Ratcliffe, director dos serviços de inteligência americanos, CIA, efetuou a Moscovo, nesta quarta-feira.
Ratcliffe esteve apenas quatro horas em Moscovo depois de viajar para a capital russa com uma paragem em Riga, na Letónia, onde esteve de novo na viagem de regresso da capital russa.
Na capital russa, Ratcliffe avistou-se com dirigentes dos serviços de inteligência, mas não há pormenores das conversações.
Antes da visita de Ratcliffe, a administração Trump pediu às autoridades ucranianas na semana passada para não atacarem Moscovo, São Petersburgo e as regiões do norte do país com os seus drones e mísseis de longo alcance na segunda, terça e quarta-feira, já que os EUA iriam enviar um alto funcionário a Moscovo.
Relatórios recentes da inteligência dos EUA sugerem que o presidente russo, Vladimir Putin, poderia tentar testar a NATO com um ataque limitado a um país membro, noticiou o Wall Street Journal no início deste mês.
A paragem de Ratcliffe na Letónia parece indicar preocupações com essa possibilidade já que os países do Baltic, Letónia, Lituânia e Estónia são vistos como o elo fraco da NATO.
A visita de Ratcliffe também acontece num momento em que as negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mediadas pelos EUA, para acabar com a guerra na Europa de Leste parecem estar num impasse.
Por outro lado, recentes notícias disseram que a Rússia tinha fornecido ao Irão informação sobre a localização de bases americanas no Médio Oriente que foram atacadas por misseis iranianos
O presidente Donald Trump, numa entrevista com o comentador conservador Glenn Beck, minimizou a viagem de Ratcliffe como “semi-rotineira”, mas insinuou que “algo pode sair da visita”, acrescentando que “gostaríamos de ver o fim da guerra com a Ucrânia.”




